Os primeiros dias de atuação dos ministros pernambucanos Bruno Araújo, da pasta de Cidades, e Mendonça Filho, de Educação e Cultura, foram tema de debate no Plenário desta quarta. Edilson Silva, do PSOL, lamentou a revogação de decretos que garantiam verbas do programa Minha Casa, Minha Vida às populações mais pobres do País. “As linhas de financiamento atendem públicos específicos, como as mulheres e homens quilombolas, indígenas, agricultores familiares e trabalhadores dos centros urbanos sem moradia. Mas são exatamente estes os que serão penalizados pela pequenez política e falta de sensibilidade do atual ministro biônico Bruno Araújo.”
O deputado Botafogo, do PDT, acrescentou que o programa Minha Casa, Minha Vida fomenta a construção civil, setor responsável pela geração de milhares de emprego no País. Para Odacy Amorim, do PT, Bruno Araújo deveria aperfeiçoar e dar continuidade ao programa.
Mas Antônio Moraes, do PSDB, repudiou as palavras de Edilson Silva. Ele afirmou que a situação econômica do País justifica o ato do ministro, que também pertence ao partido tucano. “Para se fazer qualquer obra é preciso ter dinheiro. É muito fácil você assinar ordem de serviço, autorização para construir milhares de casas, 20 bilhões de reais, quando o Governo Federal está literalmente quebrado, essa é a grande verdade. É muito fácil fazer benesse com o dinheiro alheio.”
Já Teresa Leitão, do PT, cobrou do ministro Mendonça Filho o respeito ao Plano Nacional de Educação, e a manutenção da política do piso salarial dos professores, além da vinculação constitucional dos recursos para a Educação. “ Acho que isso é uma disputa, que eu desejo que não atinja aquilo que a população construiu como direito, aquilo que a população assegurou como política pública em todas as áreas, sobretudo nas áreas de políticas sociais.” A parlamentar ainda criticou a extinção do Ministério da Cultura, e recebeu apoio do deputado Waldemar Borges, do PSB.
Priscila Krause, do Democratas, partido de Mendonça Filho, pediu paciência, e disse ter certeza de que todos os marcos legais vão ser respeitados e que o diálogo será mantido. Ela ainda defendeu o fim do Ministério da Cultura diante da situação atual do País. A parlamentar também afirmou que existe um preconceito em relação ao ministro, por se tratar de um liberal à frente das pastas de Educação e Cultura.

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