
CRISE – Deputado chamou atenção para o aumento da fome e do desemprego no País e pediu à classe política que discuta de maneira conjunta. Foto: Roberto Soares
Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Alepe, o deputado Delegado Erick Lessa (PP) mostrou-se preocupado com os impactos da pandemia no setor produtivo e na renda dos trabalhadores pernambucanos. Em discurso no Grande Expediente desta quinta (25), o parlamentar defendeu um olhar atento do Poder Público para a questão e pediu ao Governo do Estado que não prorrogasse o período de restrições de atividades econômicas, cujo encerramento estava previsto para o próximo domingo (28). Nesta tarde, porém, o governador Paulo Câmara estendeu a quarentena até o dia 31 de março.
“Neste momento, precisamos pensar na vida em suas várias dimensões: a existencial, a de segurança, a de liberdade e da dignidade do trabalhador que precisa levar pão para sua família”, pontuou, argumentando que as medidas de saúde pública devem ser pensadas de forma concomitante com as de estímulo à economia.
Lessa informou que representantes de vários segmentos produtivos estão pleiteando apoio para a retomada segura das atividades. “Produtores do Polo de Confecções do Agreste estão ansiosos para reabrir na segunda (29). São quase 300 mil trabalhadores diretamente envolvidos nessa cadeia, que movimenta em torno de R$ 5 bilhões por ano”, registrou. Ele citou, ainda, o clamor de revendedores de chocolates, que somam prejuízos por estarem com seus negócios fechados às vésperas da Páscoa.
O deputado chamou atenção para o aumento da fome e do desemprego no País e pediu à classe política que discuta, de maneira conjunta, ações para enfrentar a crise. “O debate precisa ocorrer sem extremismos. É uma situação muito complexa e temos de nos colocar no lugar dos governantes, que estão enfrentando desafios enormes e de muita pressão”, alegou.
Doriel Barros (PT), Priscila Krause (DEM) e Diogo Moraes (PSB) apresentaram observações sobre o tema em apartes. “O único remédio para voltarmos plenamente com as atividades econômicas é a vacinação em massa”, observou o petista. Para a democrata, “não se pode cair na armadilha da falsa dicotomia entre saúde e economia: é preciso encontrar caminhos que atendam às diversas necessidades”. “A gente sente a aflição da população que precisa trabalhar. Por isso, defendemos a imunização com urgência”, afirmou o socialista.
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