
DORIEL – “Elite não admite que um torneiro mecânico, vindo do Nordeste, tenha levado tantas conquistas ao povo brasileiro.” Foto: Roberto Soares
Prestes a completar um ano, a prisão do ex-presidente Lula recebeu críticas dos deputados Doriel Barros e Teresa Leitão, ambos do PT, que foram à tribuna tratar do tema durante a Reunião Plenária desta quarta (3). Na avaliação dos parlamentares, Lula é um preso político, vítima de um processo jurídico marcado por inconsistências e amparado nos interesses da elite econômica do País.
“A elite conservadora não admite a possibilidade de um torneiro mecânico, vindo do Nordeste, ter levado tantas conquistas ao povo brasileiro”, afirmou Barros, que estendeu as críticas ao ex-juiz Sérgio Moro e aos procuradores envolvidos no processo. “O ex-presidente foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, mas esse dinheiro não aparece. O triplex está no nome da construtora, e o sítio de Atibaia não é dele”, completou.
Já no Grande Expediente, Teresa Leitão reforçou as críticas à condenação. “Lula está preso sem provas, com base em delações controversas. O processo está contaminado, ainda, por perseguição política”, acredita, pontuando o interesse eleitoral de Moro, agora ministro da Segurança Pública.

TERESA – “Lula está preso sem provas, com base em delações controversas. Processo está contaminado por perseguição política.” Foto: Roberto Soares
Na avaliação da petista, a prisão do ex-presidente traz perigos para todos os brasileiros. “O Brasil vive hoje uma insegurança jurídica que tem na prisão do ex-presidente um símbolo, mas que pode se espalhar para outros agentes políticos”, disse. A parlamentar aproveitou o pronunciamento para convocar a população a participar de atos de resistência programados para o próximo fim de semana nos municípios de Olinda e do Recife, na Região Metropolitana.
Os deputados Dulcicleide Amorim (PT), Waldemar Borges (PSB), José Queiroz (PDT), Isaltino Nascimento (PSB), Antonio Fernando (PSC), Juntas (PSOL) e João Paulo (PCdoB) uniram-se em defesa da liberdade do ex-presidente, em apartes. “O processo de Lula fugiu da linha da normalidade. Houve pressa, açodamento e fragilidade de provas”, avaliou Borges.
“A gente viu que o grande transformador social do País amedrontou os poderosos ao despontar nas pesquisas eleitorais do último ano”, observou Queiroz. “Foi um movimento provocado pela elite econômica, reforçado pelos meios de comunicação e chancelado pelo Judiciário”, opinou Nascimento.
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