Álvaro Porto, do PSD, criticou uma declaração de Aristides Santos, secretário de Finanças e Administração da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, a Contag, em evento no Palácio do Planalto. O sindicalista teria defendido a ocupação de fazendas e também de gabinetes em Brasília. “Como pode a sede do Executivo ser transformada em palanque para incitar a violência e a desordem no nosso país? Como pode a presidente aplaudir declarações desse tipo com a maior naturalidade, como vimos na última sexta-feira?”
Em apartes, Antônio Moraes, do PSDB, afirmou que o sindicalista incitou violência. Joel da Harpa, do PTN, cobrou atenção do Exército Brasileiro no respeito à Constituição. Diogo Moraes, do PSB, disse que o Palácio do Planalto se tornou escritório dos movimentos sociais. Clodoaldo Magalhães, também do PSB, afirmou que o Brasil vive uma ditadura disfarçada e chamou a população para participar de protesto no dia 12 de abril.
Edilson Silva, do PSOL, discordou de Clodoaldo Magalhães e lembrou que, apesar da baixa popularidade, o atual governo foi eleito. Para Edilson Silva, o impedimento da presidente sem crime de responsabilidade é golpe. “Quando nós dissemos que não vai ter golpe, é no sentido de que o ministro Marco Aurélio de Mello, do STF, coloca: impeachment sem crime de responsabilidade é golpe, sim. Isso quem está dizendo são os maiores juristas do país. São os ministros do STF. E é isso que nós estamos colocando.”
Em aparte, Waldemar Borges, do PSB, questionou as consequências do impedimento da presidente para uma democracia embrionária como a brasileira. E Priscila Krause, do Democratas, lembrou que os ministros do Supremo Tribunal Federal reconhecem que o instrumento do impeachment está previsto na legislação nacional.
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