Queiroz acha que País está em clima de conflito O País vive um triste e melancólico ambiente de conflito, de disputas e manobras das oligarquias, que tudo fazem para manter o controle do poder e perpetuar um domínio de mais de meio século. As elites não querem mudanças, disputam o poder pelo poder, e assim agravam a crise do país, segundo o líder da oposição, deputado José Queiroz.
José Queiroz assegurou que o clima de confronto, de desavença das oligarquias, tem sua origem no Governo Fernando Henrique, que quer manter o país submisso ao modelo de Estado que arruinou a Argentina e ameaça o interesse nacional. Nesse sentido, lembrou a receita do Fundo Monetário, as perdas nacionais, reflexo da política que privilegia os bancos e amplia o endividamento da nação.
O deputado Paulo Rubem (PT), em aparte, considerou vergonhoso o aumento da dívida feita no Governo Fernando Henrique, pois o País nunca pagou tanto juro como nos últimos sete anos. Acrescentou que o Governo de Pernambuco, num esquema parecido, também promoveu a entrega de recursos públicos ao setor privado, configurando um tempo de sangria que caracteriza a situação no plano federal.
José Queiroz voltou a lamentar que os partidos aliados ao Governo Federal, agora com problemas de aliança, de disputa política, persistam na prática de defesa do domínio oligárquico, do retrocesso e do aprofundamento da crise para atender as pressões de grupos anti-nacionais. Ele defendeu a urgência de um poder transparente, distante do “banco de negócios” em que se transformou o Palácio do Planalto.
O líder oposicionista esclareceu que os escândalos no Governo Federal e a divisão motivada pela perspectiva da sucessão, servem para mostrar que o poder dividido tem parceiros em tudo. Assim, refletem os compromissos com os poderosos, os responsáveis por este período de aprofundamento das desigualdades, que as elites querem manter com um modelo concentrador de riquezas.
COMO CHEGAR