PSDB questiona futuro da Aliança Odeputado Augusto César (PSDB) comentou ontem, na Assembléia Legislativa, as perspectivas de aliança entre o seu partido e o PMDB, sobretudo no caso do governador Jarbas Vasconcelos figurar como companheiro de chapa do ex-ministro José Serra. Assegurou que tal fato pode mudar o quadro político, a sucessão em Pernambuco, com alterações na aliança formada sob a liderança de Jarbas Vasconcelos.
Augusto César acrescentou que o PSDB estará unido na hipótese de uma alteração no quadro político e com a preocupação de contribuir para que Pernambuco continue no ritmo de mudanças que marca o atual Governo. A aliança a nível nacional, sem dúvida, não será obstáculo para que as forças da agremiação ajudem no projeto de governabilidade.
O líder do PSDB, deputado Antônio Moraes, observou que o cenário ainda é preocupante, em função de não se saber quem ganha e quem perde com as mudanças no esquema de aliança. Mas adiantou que tudo deve ser feito para manter a aliança no Estado, independente do que venha acontecer com as regras do jogo, que está embaralhado.
Os deputados Fernando Lupa e Bruno Araújo, também do PSDB, admitiram que a escolha de Jarbas Vasconcelos fortalece a candidatura do ex-ministro José Serra e terá reflexos positivos no Estado. Bruno Araújo recordou que o partido, ao apoiar Jarbas, teve como propósitos a governabilidade, a força da aliança, que tem nomes de prestígio no Estado e deve continuar para manter as mudanças políticas e sociais.
Os deputados Antônio Mariano (PFL) e José Queiroz (PDT) também fizeram referências ao quadro político sucessório, tendo o primeiro alertado para o fato de que ainda não há uma definição nacional do seu partido. Na hipótese de Jarbas sair como candidato – afirmou Mariano – o partido deverá refletir sobre seu compromisso com Pernambuco. José Queiroz, por sua vez, sustentou as críticas ao processo sucessório, em que ressalta as manobras do Governo Fernando Henrique.
Augusto César, ao finalizar, explicou que os integrantes do PSDB não pretendem isolar o PFL, mas aquele partido é que decidiu não aceitar o ex-ministro José Serra. Como a agremiação tem condições de manter seu candidato próprio, naturalmente que vem cuidando de viabilizar apoios, buscando aliança com o PMDB e abrindo espaço para suas lideranças.
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