Tuma avalia apuração da CPI como positiva O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, criada no Congresso Nacional para apurar crimes relacionados a roubo de cargas em todo o País, senador Romeu Tuma, avaliou positivamente a passagem da CPI por Pernambuco.
Instalada na Assembléia Legislativa, a Comissão ouviu depoimentos nos dois últimos dias, dando prosseguimento às apurações sobre o suposto envolvimento de funcionários do Carrefour na comercialização de cargas roubadas, além de ter ouvido presos e outros denunciados pelo mesmo crime e também venda de medicamentos roubados.
“A maior incidência de roubo de cargas acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro, de onde é realizada a distribuição para os Estados do Nordeste através de uma rede”, explicou o senador, informando que, no ano passado, foram identificadas 4.200 carretas roubadas, que representaram a movimentação de R$ um bilhão.
A CPI nacional suspendeu seus trabalhos ontem pela manhã em função da ausência de cinco presos depoentes que viriam da Paraíba. Eles foram transferidos de Cabedelo para João Pessoa e, por essa razão, serão ouvidos na próxima semana na capital paraibana. “O diretor do Fórum, Inácio Jairo, está averiguando os motivos da transferência dos presos”, observou Tuma.
A reunião de ontem da CPI contou com dois depoimentos. O mais esperado era o do presidiário Manoel Soares de Freitas (Falcon), conhecido pelas denúncias que realizou durante a passagem da CPI do Narcotráfico, em 2000. No entanto, o ex-policial nada quis declarar ontem, alegando que a proteção à sua vida não foi garantida pelas autori–dades, uma vez que sofreu duas ten-tativas de assassinato por envenenamento na penitenciária.
O primeiro depoente foi o comerciante Rômulo Lemos de Vasconcelos, acusado pelo detento Sálvio Barbosa de comercializar uma carga de televisores roubados.
Rômulo negou as acusações e disse que, na época indicada pela denúncia, não tinha supermercado em Caruaru. O deputado federal Cabo Júlio, por sua vez, o advertiu sobre a comprovação das denúncias de Sávio em outros Estados. Os depoimentos foram acompanhados pelos deputados estaduais João de Deus (PL ) e Sérgio Leite (PT)
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