O fim da greve dos trabalhadores em educação de Pernambuco foi assunto do pronunciamento da deputada Teresa Leitão (PT) no Grande Expediente de ontem. A parlamentar lembrou que, iniciado em 10 de abril, o movimento foi decretado ilegal pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco cinco dias depois. “A paralisação também sofreu retaliação do Governo do Estado, com a suspensão de pagamentos e a transferência de professores grevistas”, comentou.
A parlamentar destacou a importância da retomada das negociações para pôr fim a 24 dias de impasse, o que ocorreu após várias reuniões. “Quem via de fora achava que a greve morreria por inanição e que, com as medidas do Governo e da Justiça, os professores voltariam. Alguns tiveram prejuízo de R$ 800 a R$ 900 no contracheque”, relatou.
De acordo com a petista, o acordo feito com o Governo do Estado tem seis pontos principais. O primeiro deles foi a publicação, ontem, da Portaria nº 35 pelas Secretarias de Administração e de Educação, tornando sem efeito a Portaria nº 28, que estabelecia sanções aos grevistas e contemplando o pagamento de reposição das aulas na folha de maio de 2015.
Para hoje, estão previstas duas reuniões: uma entre a Secretaria de Educação e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe), para discutir a reposição de aulas; e outra para discutir a pauta geral de reivindicações. Ainda estão agendados encontro com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), para amanhã, e o prosseguimento das negociações gerais com o Governo do Estado, para o dia 13.
Para 15 de maio, acontece uma reunião com a Comissão de Educação da Assembleia, presidida por Teresa. “Será apresentada uma proposta financeira respeitando o Plano de Cargos e Carreira e com impacto inicial ao primeiro semestre de 2015”, antecipou a parlamentar. “Parabenizo os professores, que, mesmo sofrendo sanção, ficaram na luta até a realização de um acordo.” Em aparte, a deputada Priscila Krause (DEM) considerou a suspensão das sanções como um dos itens mais importantes para o entendimento. “Esperamos que a categoria veja a Casa como aliada”, disse. “Defendo o diálogo sempre”, frisou Odacy Amorim (PT). Já Joel da Harpa (PROS) aproveitou para solicitar ao Executivo que retome as negociações com os profissionais de segurança pública.
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