Rubem foi contra homenagem a presidente da CEF

Em 22/03/2002 - 00:00
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Rubem foi contra homenagem a presidente da CEF “Não assinei a proposição e manifesto-me, nesta ocasião, contrário à concessão deste título”. A frase é do deputado Paulo Rubem Santiago (PT) e fez parte de um polêmico pronunciamento, na tarde de ontem, horas antes da entrega do Título de Cidadão Pernambucano ao ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Emílio Carazzai.

O deputado alegou que, embora não conheça pessoalmente o agraciado, tem razões jurídicas e políticas para registrar que a homenagem, “aprovada na esteira da rotina de concessão de títulos da Casa”, é uma “lastimável afronta aos princípios libertários que nortearam as grandes páginas da história de Pernambuco e do País.” Três deputados apartearam Santiago. Nélson Pereira, do PC do B, disse que também não assinou a proposta e questionou os critérios usados pela Assembléia para a concessão do título. “Apresentei uma proposta de concessão de título a Jaime Amorim que até hoje não veio, sequer, a plenário. Talvez tenha sido levado em consideração o fato dele não ter ligação com o mundo empresarial, mas, sim, com as questões do campo, da terra. Precisamos reavaliar esses critérios”, defendeu.

Os deputados Ranilson Ramos (PPS) e Gilberto Marques Paulo (PSDB) discordaram da postura do petista. “Em doze anos de mandato, nunca apresentei um pedido de título de cidadão, mas se outro deputado o faz e a proposta é aprovada por esta Casa, merece o nosso respeito”, defendeu Ranilson. Já o deputado Gilberto Marques Paulo (PSDB) lembrou que o período de questionamento dos critérios de concessão de títulos é agora, enquanto a Assembléia elabora o projeto de reformulação do Regimento Interno, mas esclareceu que o dia da entrega do título não é o melhor momento para se criticar o homenageado e a proposta de concessão. “Existem dois momentos distintos, antes deste dia. Primeiro a proposta é votada para poder tramitar. Depois, para ser ou não aprovada. Nestes dois momentos, há lugar para discussões e questionamentos, não agora”, explicou.