Legislativo luta para acabar com crise no Hospital da UFPE

Em 19/03/2002 - 00:00
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Legislativo luta para acabar com crise no Hospital da UFPE A Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa discutiu em audiência pública no final da tarde de ontem a crise no Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os deputados decidiram intensificar ações urgentes para tentar soluções que viabilizem a reposição dos equipamentos de diagnóstico através de imagens e a permanência dos 600 funcionários vinculados à Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade (FADE), que corresponde a um terço do quadro de pessoal. Ao final de quase duas horas de debates, os parlamentares resolveram elaborar um documento para ser entregue ao ministro da Saúde, Barjas Negri, em audiência prevista para acontecer nesta quinta-feira, em Brasília.

“Precisamos agir com objetividade buscando alternativas para que o hospital e os pacientes não sofram mais as conseqüências da crise”, destacou o presidente da Comissão de Saúde, deputado Garibaldi Gurgel (PMDB). Entre as soluções emergenciais propostas estão: pressionar o Ministério da Saúde para a reposição dos equipamentos de imagens, a liberação da emenda de bancada para o HC ainda do Orçamento Geral da União de 2000, no valor de R$ 3,9 milhões, que não foi executada. Em relação a mão-de-obra, duas saídas foram apresentadas: a regularização dos funcionários da FADE, através de contratos temporários ou via uma Organização Social de Interesse Público (Osip).Os equipamentos comprados através da Fade foram retirados por decisão judicial.

Gurgel antecipou que vai buscar apoio de todos os 49 deputados da Assembléia no documento, que deverá ser entregue ao ministro da Saúde pelo deputado Jorge Gomes (PSB) ou Ulisses Tenório (PTB). O deputado federal, Fernando Ferro (PT) se comprometeu a confirmar a audiência com o ministro.

Participaram da audiência pública, o diretor presidente do HC, Éfrem Maranhão, o secretário estadual de Saúde, Tito Lívio e representantes de entidades médicas como Conselho Regional de Medicina e Sindicato dos Médicos. Todos os presentes contribuíram com sugestões para contornar a crise do HC. Além das ações emergenciais, todos concordaram com a necessidade da revisão da gestão dos hospitais universitários.