
Lucas Ramos (PSB) leu nota em que o Governo afirma que a vítima foi sepultada com documentação
Foto: Rinaldo Marques/Alepe
O assassinato de um jovem que participava do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte recebeu mais uma vez a atenção dos deputados, na reunião plenária. Na última quarta, o deputado Edilson Silva, do PSOL, havia criticado a política de segurança do Estado e afirmado que o adolescente, morto no último sábado em Itamaracá, na Região Metropolitana, teria sido sepultado como indigente, sem a documentação apropriada. Nesta quinta, o deputado Lucas Ramos, do PSB, leu uma nota do Governo para rebater as críticas. “O sepultamento foi realizado, senhores deputados, de forma digna, com a certidão provisória expedida pelo Instituto Médico Legal (IML) em nome do adolescente, identificação dos pais e registro de identidade.”
O líder da bancada governista, deputado Waldemar Borges, do PSB, disse que o Estado prestou apoio à família do
jovem oferecendo transporte, escolta policial e transferência. Ele também defendeu o programa de proteção e o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico. “Quero dizer que o secretário Pedro Eurico não pode ser responsabilizado pessoalmente por nada do que ocorreu aqui. Não houve falhas. Esse programa apenas não é absolutamente blindado, claro que não é.”
O deputado Edilson Silva voltou a afirmar que o adolescente foi sepultado sem identificação. “Será que o Governo não tem a humildade de reconhecer que falhou na proteção desse jovem? Eu não menti. O rapaz estava sob responsabilidade do Estado e foi assassinado. O rapaz foi enterrado sem documento, na condição de indigente. Basta ver o dia do sepultamento e o dia do atestado de óbito.”

Edilson Silva (PSOL) reforçou a afirmação de que o adolescente foi sepultado como indigente
Foto: Rinaldo Marques/Alepe
Edilson Silva ainda ressaltou que as críticas não têm o objetivo de desgastar a gestão estadual, mas de apontar uma falha grave no sistema de proteção.

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