A responsabilidade da segurança pública em Pernambuco foi tema de debate na Reunião Plenária dessa segunda. Os deputados Botafogo, do PDT, e Antônio Moraes, do PSDB, denunciaram a situação de descaso em Carpina, na Mata Norte. Eles destacaram o assalto, ocorrido na última sexta, na delegacia do município, em que foram levados aparelhos celulares e drogas que haviam sido apreendidos pela polícia. Os dois parlamentares cobraram uma ação mais efetiva da prefeitura, que estaria sendo negligente na segurança e em diversos setores.
Mas Edilson Silva, do PSOL, ressaltou que a segurança pública é responsabilidade do Estado, e criticou o silêncio do governador Paulo Câmara sobre a questão:
“Governar um estado como Pernambuco é liderar o Estado, é ter capacidade de chamar a Polícia Militar, a Polícia Civil, a segurança pública à ordem. Porque a desordem está imperando completamente e a gente não vê o governador fazer uma fala. O governador desapareceu. E aí vem deputado aqui botar a culpa em prefeito.”
Joel da Harpa, do PTN, apoiou a fala de Edilson Silva. Ele ressaltou que a polícia estadual está sucateada, e defendeu a saída do secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.
Para o vice-líder do Governo, Lucas Ramos, do PSB, as acusações são eleitoreiras. Ele afirmou que o governador tem participado da coordenação e monitoramento semanal do programa Pacto pela Vida, e que há investimentos crescentes na segurança pública:
“Eu quero aqui relembrar que, somente no ano de 2015, o Governo do Estado de Pernambuco convocou 1.100 policiais militares que foram às ruas reforçar a segurança pública. E agora, no ano de 2016, no mês de abril, a gente lançou um edital para convocação de mais 1.500 homens.”
O deputado também destacou a entrega, na semana passada, de cem viaturas policiais com equipamentos de última geração. Ele afirmou que o aumento da violência é reflexo da situação de crise política e econômica do País, e pediu compreensão, pois ainda há muito a ser feito.

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