Debate em Destaque

Em 22/02/2016
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A nomeação de João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos, para a chefia de gabinete do Palácio do Campo das Princesas, foi alvo de polêmica na Reunião Plenária desta segunda.

Para o deputado Edilson Silva, do PSOL, a solenidade de posse de João Campos foi pomposa e extrapolou os limites republicanos. “O que está aqui em discussão não é o direito do governador Paulo Câmara de optar pelo nome que achar conveniente. Mas sim, o desserviço que a nomeação presta aos pernambucanos, pela forma que se deu e pela simbologia que carrega. Qual mensagem o governador Paulo Câmara passa aos milhares de pernambucanos que perderam o emprego em 2015 ou para os milhares de jovens que buscam a ascensão por meio dos estudos ou do trabalho?”

Já o líder do Governo, deputado Waldemar Borges, do PSB, considera que João Campos é alvo de preconceitos por ser filho do ex-governador. “O que se revela nessa posição é quase que um veto a uma pessoa por ser de uma família. Todos podem, menos ele. Todos poderiam estar ocupando aquele cargo, menos ele. É uma maneira inconsistente, porque o que deve ser visto é o comportamento dele, é o que vai ser feito, o que ele vai desempenhar naquela atividade.”

O presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa, do PDT; Antônio Moraes, do PSDB, e Romário Dias, do PTB, também saíram em defesa de João Campos.