
PAJEÚ – Título valoriza contribuição do município para o patrimônio imaterial pernambucano. Foto: Jarbas Araújo
A Alepe realizou, nesta segunda (23), uma reunião solene para conceder ao município de São José do Egito (Sertão do Pajeú) o título honorífico de Capital Pernambucana da Poesia. A homenagem reconhece a importância histórica e cultural da cidade sertaneja na preservação da tradição poética popular em Pernambuco.
A solenidade foi proposta pelo deputado Gustavo Gouveia (Solidariedade), reunindo parlamentares, autoridades e representantes da cultura. Durante a cerimônia, Gouveia destacou o papel histórico de São José do Egito na formação de gerações de poetas e repentistas que mantêm viva a tradição da poesia oral no estado.
“Quando valorizamos a poesia, valorizamos a educação e fortalecemos a cultura e a cidadania. Quando reconhecemos nossas raízes, projetamos Pernambuco para o mundo”, afirmou o parlamentar.
O encontro foi presidido pelo deputado João de Nadegi (PV) e teve a participação ainda do deputado Luciano Duque (Solidariedade).
Apresentações
A reunião solene também contou com apresentações de repentistas e momentos de declamação poética, celebrando a tradição artística que tornou o município reconhecido como a “Terra da Poesia”. Na ocasião, os participantes ressaltaram a importância da iniciativa para o fortalecimento da cultura popular pernambucana e para a preservação da memória coletiva.
São José do Egito é reconhecida como um dos principais polos da poesia popular nordestina, sendo berço de importantes nomes da cantoria e da literatura oral. Ao longo das décadas, o município consolidou uma tradição marcada por festivais culturais, encontros de repentistas e iniciativas voltadas à preservação da poesia como expressão da identidade sertaneja.
O título foi entregue pelos parlamentares da Alepe ao prefeito do município, Fredson Brito, e ao presidente da Câmara Municipal, Romerinho Dantas (PSB). “Receber oficialmente o título pernambucano de ‘Terra da Poesia’ não é uma homenagem simbólica. É um ato de justiça cultural. Aqui a poesia não é ornamento. É instrumento, resistência e herança”, expressou Brito.