Enquete: opine sobre retorno do cardápio impresso em restaurantes

Em 24/10/2025 - 10:33
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INCLUSÃO – Autores da proposta, deputados João Paulo Costa e Romero Albuquerque querem facilitar acesso às informações dos menus. Foto: PickPik/CC0 (Domínio Público)

Bares e restaurantes podem ser obrigados a disponibilizar cardápio impresso aos clientes, mesmo que já usem versões digitais. Essa regra está sendo debatida na Alepe a partir de dois projetos de lei (PLs) propostos pelos deputados João Paulo Costa (PCdoB) e Romero Albuquerque (União).

As propostas foram reunidas e tramitam nos termos de um substitutivo elaborado pela Comissão de Justiça. De acordo com o texto, os estabelecimentos deverão ter cardápios impressos em quantidade equivalente a, no mínimo, 5% da capacidade de atendimento. Também será obrigatório o fornecimento de internet wi-fi gratuita para que os clientes possam acessar os menus digitais por QR code.

A proibição do uso exclusivo de cardápios digitais busca atender especialmente pessoas com dificuldades no uso de dispositivos eletrônicos, como idosos, pessoas com deficiência visual e aqueles que não possuem familiaridade com tecnologia”, argumentou Albuquerque, na justificativa do PL nº 2742/2025.

Autor do PL nº 1936/2024, Costa defendeu que “ao informar explicitamente aos clientes sobre o seu direito de solicitar o cardápio físico, estamos fortalecendo a proteção dos direitos dos consumidores, garantindo que eles tenham liberdade de escolha e acesso à informação de forma clara e acessível”.

Outras normas

Desde 2023, o estado do Rio de Janeiro tem uma lei que não permite que bares e restaurantes ofereçam apenas cardápios digitais. No mesmo ano, a cidade do Rio aprovou uma norma estabelecendo que “o cardápio na modalidade digital ou com QR Code não substitui o cardápio no formato impresso”

Na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), está em discussão o Projeto de Lei nº 1245/2023, que propõe tornar obrigatório o uso de cardápios impressos em todo o país.

Pesquisa

Por outro lado, no ano em que a proposta federal foi apresentada, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) divulgou pesquisa sobre a adoção do cardápios digitais. A entidade defende que “cardápio por QR Code é uma questão de mercado, não de lei”.

De acordo com a estudo, para os empresários, as vantagens do cardápio digital são: agilidade para atualização (apontada por 54% dos entrevistados), apresentação mais atrativa dos itens (42%), redução dos custos de produção do impresso (39%) e a substituição dos garçons (13%).

Entre os motivos para não adotar, os mais citados pelos empresários foram: a exigência dos clientes pelo cardápio físico (40%), mais vendas quando o atendimento é feito pelo garçom (25%) e dificuldade dos clientes em fazer pedidos usando o cardápio por QR Code (21%).

A enquete no site da Alepe quer ouvir a população a respeito do tema. A consulta ficará aberta até o dia 6 de novembro.

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