
LESBOFOBIA – “Apesar de o segmento ter conquistado alguns espaços nos últimos anos, ainda é muito rejeitado pela sociedade”, disse Jô Cavalcanti. Foto: Nando Chiappetta
Instituído no primeiro Seminário Nacional promovido pelo Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro, em 29 de agosto de 1996, o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica foi lembrado, na Reunião Plenária desta quinta (27), pelo mandato coletivo Juntas (PSOL). A deputada Jô Cavalcanti reafirmou o repúdio do grupo contra todas as manifestações de lesbofobia. “Apesar de o segmento ter conquistado alguns espaços nos últimos anos, ainda é muito rejeitado pela sociedade”, sublinhou.
A parlamentar abordou alguns problemas por que passam as mulheres lésbicas, ressaltando a falta de acesso à saúde como o principal. “O fato de muitos profissionais agirem com preconceito faz com que elas tenham medo de expor sua orientação sexual e passem a evitar os serviços médicos”, observou. Para Jô, também faltam campanhas de prevenção sobre doenças sexualmente transmissíveis, o que evitaria o adoecimento de muitas mulheres.
A violência sofrida por essa parcela da população também foi registrada pela deputada. “A chamada lesbofobia leva ao cometimento de atos de agressão física, como o estupro corretivo, realizado por homens que acreditam poder mudar a orientação sexual das vítimas”, frisou. De acordo com a psolista, um dossiê sobre o lesbocídio revela que 126 lésbicas foram assassinadas entre 2014 e 2017, sendo mais de 80% das mortes cometidas por homens.
Para a representante das Juntas, a questão deveria estar na pauta da sociedade. “Faltam políticas públicas para essas mulheres conseguirem ter uma vida digna e livre de violência”, alertou. Jô Cavalcanti dedicou o discurso à militante feminista e LGBTI Josenita Duda Ciríaco, de Camaragibe (Região Metropolitana do Recife), que morreu este ano. “Foi uma grande perda para os movimentos sociais”, lamentou.
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