Política estadual de segurança pública gera debate

Em 23/08/2016
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SOLIDARIEDADE -  Waldemar Borges defendeu corregedor-geral da SDS. Foto: Jarbas Araújo

SOLIDARIEDADE – Waldemar Borges defendeu corregedor-geral da SDS. Foto: Jarbas Araújo

A segurança pública em Pernambuco voltou a ser destaque na reunião plenária dessa terça. Casos de violência foram destacados pelos parlamentares, como Augusto César, do PTB. Ele criticou as recorrentes explosões em caixas eletrônicos no Sertão do Estado, ação que tem deixado algumas cidades sem acesso à agências bancárias. Augusto César ainda denunciou que a delegacia de Serrita, no Sertão Central, funciona em um imóvel alugado, e que, desde fevereiro, o Governo não efetua o pagamento do local. Joel da Harpa, do PTN, classificou como “estarrecedora” a situação de insegurança em Pernambuco.

Ele reprovou a atuação dos secretários de Defesa Social, Alessandro Carvalho, e de Justiça, Pedro Eurico. Joel da Harpa também criticou o atual corregedor da SDS, Servilho Paiva, que, segundo o parlamentar, estaria perseguindo policiais e tomando decisões arbitrárias:

“A Corregedoria do Mal, o senhor Servilho Paiva, que é o dono da verdade, que inclusive, está excluindo policiais mesmo com a decisão interna das corporações sendo contrária. Esse ‘Trio do Mal’: o secretário de Defesa Social; o nosso querido secretário de Justiça, que atende telefone de preso; e agora o nosso Corregedor, Mau-Mau.”

Em defesa de Servilho Paiva, o líder da bancada governista, deputado Waldemar Borges, do PSB, usou o Tempo de Liderança para ressaltar a atuação do atual corregedor nos primeiros anos de implantação do Pacto pela Vida:

 “Eu quero aqui hipotecar minha solidariedade a Servilho Paiva, que foi bom antes e é bom hoje. Agora, se no colegiado, que também é a Corregedoria, há alguma situação onde o órgão errou, que seja analisada essa situação objetivamente. E, evidentemente, há outras instâncias também para corrigir essas eventualidades de uma Corregedoria.”

Borges acrescentou que a função de analisar e julgar a conduta dos pares é difícil e delicada, mas que a Corregedoria não pode ficar refém do corporativismo.