Morte de foragido da Operação Turbulência divide opiniões no Plenário da Alepe

Em 27/06/2016
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Uma nota divulgada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Sinpol,  sobre falta de transparência nas investigações da morte de Paulo Cesar Morato foram motivo de debate na Reunião Plenária dessa segunda. O empresário é apontado pela Polícia Federal como integrante de uma organização criminosa que, desde 2010, teria movimentado 600 milhões de reais. Ele foi encontrado morto no último dia 22 em um motel de Olinda, na Região Metropolitana.

De acordo com o Sinpol, a Secretaria de Defesa Social impediu o trabalho de peritos no quarto em que o empresário estava. Já o Governo afirmou que os profissionais não foram convocados e compareceram ao local por conta própria. Em resposta, o Sinpol apresentou um ofício da delegada Gleide Ângelo, solicitando a perícia. Diante das contradições, o deputado Edilson Silva, do PSOL, afirmou que vai solicitar a transferência das investigações para a esfera federal.

Federalizar esse caso é uma necessidade, porque os elementos que são postos são no mínimo constrangedores para o Governo. O Governo foi pego em contradição.”

Em aparte, o deputado Sílvio Costa Filho, do PRB, concordou com o deslocamento de competência para a Polícia Federal, e afirmou que vai fazer um pedido de informação ao Governo sobre o caso. Joel da Harpa, do PTN, criticou o que ele chamou de ingerência da Secretaria de Defesa Social.

Em nome do Governo, o deputado Waldemar Borges, do PSB, declarou que a Polícia Federal está acompanhando o caso, mas que o inquérito cabe à esfera estadual. Ele ainda afirmou que o ofício apresentado pelo Sinpol apenas formalizava a perícia realizada durante a madrugada, e que a acusação de falta de transparência não passa de hipóteses.

“Ficando claro este fato, o que faz um grupo de profissionais, de peritos, que vai lá por conta própria. A serviço de que? Ou de quem? Também não estou querendo acusar, só estou fazendo uma outra  suposição”.

Em aparte, o deputado Lucas Ramos, do PSB, declarou que percebe uma tentativa de desqualificar o trabalho da Polícia Civil de Pernambuco. Ângelo Ferreira, do PSB, disse que as pessoas estão procurando um crime onde, por enquanto, só há apenas um homem morto. Aluísio Lessa, também socialista, lembrou que Morato pode ter sido vítima de morte natural, pois era obeso, hipertenso e diabético, e que a nota do Sinpol busca partidarizar o caso. Rodrigo Novaes, do PSD, denunciou que o sindicato está sendo conduzido de maneira política-eleitoral, ressaltando que o presidente da entidade é filiado ao PSOL.