Depois das fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Recife no início desta semana, o líder da Oposição, Sílvio Costa Filho, do PRB, questionou as prioridades de investimento da Prefeitura do Recife. O deputado afirmou em Plenário que a atual gestão já teria destinado 69 milhões de reais para publicidade, mais do que os 55 milhões investidos em projetos para solucionar os alagamentos.
“E é um dado profundamente preocupante, porque, na minha avaliação, é muito mais importante investir na contenção dos morros, na recuperação da macro e microdrenagem, que é um problema grave que vive a cidade do Recife, do que investir em publicidade, em autopromoção.”
Priscila Krause, do Democratas, disse que vai fazer um pedido de informação para obter detalhes dos investimentos em ações de drenagem e limpeza de canais.
Os deputados da bancada governista contestaram os números apresentados por Sílvio Costa Filho. Segundo o líder do Governo, Waldemar Borges, do PSB, o valor investido na área seria de 75 milhões de reais. Ele ainda destacou que a gestão de Geraldo Júlio conseguiu reduzir significativamente o número de mortes em desastres naturais.
“Os que querem de alguma maneira tirar proveito desse tipo de situação de tragédias, porque são tragédias, uma vida que seja é uma tragédia irreparável, mas na verdade aqui eles dão oportunidade de mostrar o que é o resultado de um investimento bem feito, 75 milhões nos três primeiros anos da gestão, e o que é que isso gera, gera um quadro absolutamente favorável ao prefeito Geraldo.”
Ângelo Ferreira, do PSB, e Romário Dias, do PSD, destacaram que o volume de chuvas foi muito superior ao normal, além de Recife estar abaixo do nível do mar e possuir lençós freáticos baixos, o que agrava as enchentes. Já para Rodrigo Novaes, do PSD, o problema afeta cidades do mundo inteiro, e as motivações eleitoreiras não podem tomar conta do debate.
Professor Lupércio, do Solidariedade, Teresa Leitão, do PT, Pastor Cleiton Collins, do PP, e Botafogo do PDT, registraram pesar pelos estragos causados pelas chuvas em Olinda. Para eles, faltaram ações preventivas do poder público para evitar as enchentes, desmoronamentos e mortes.
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