A assembleia geral dos policiais e bombeiros militares, marcada para a próxima quarta, e a possibilidade de uma nova greve foram tema de pronunciamentos na reunião plenária desta segunda. O líder da Oposição, Sílvio Costa Filho, do PRB, cobrou do Governo uma proposta para a categoria. “É preciso ser apresentado uma agenda mínima para a corporação. Eles compreendem a realidade econômica que o estado vive, mas precisa ter primeiro um diagnóstico sobre a realidade e paralelamente quais são as alternativas pelo menos a médio e a longo prazo da valorização da corporação”.
Joel da Harpa, do PTN, lamentou que o Governo ainda não tenha reagido à pauta de reivindicações dos bombeiros e PMs. Ele afirmou esperar do Poder Executivo um convite às entidades para negociar. O líder do Governo, Waldemar Borges, do PSB, lembrou que Pernambuco vive dificuldades devido à crise econômica, mas destacou que o Estado trata o tema com responsabilidade. “Isso não se trata de você pegar e mandar rodar mais dinheiro. Não é isso, isso não está afeto à vontade do governante. Isso tem uma realidade, de fato, que a gente tem que enfrentar e ver como contornar. E o fato é que em relação ao enfrentamento da violência, e aqui incluindo a questão salarial dos profissionais de todas as polícias, tem sido tratado de uma maneira responsável pelo governo e de uma maneira traduzida no esforço orçamentário que tem sido feito aqui ao longo praticamente dessa última década”.
Em aparte, Antônio Moraes, do PSDB, afirmou que a possibilidade de uma greve é preocupante. Ele lembrou que, na última paralisação da categoria, muitas pessoas foram assaltadas e mortas.
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