
SAÚDE MENTAL – A necessidade de uma política pública de atenção psicossocial foi um dos temas debatidos pelo colegiado. Foto: Rinaldo Marques
Educação, moradia, saúde e segurança pública. Esses foram alguns dos assuntos abordados pela Comissão de Cidadania da Alepe, no primeiro semestre deste ano. Entre fevereiro e junho, cinco audiências públicas foram realizadas, com expressiva participação popular e, de acordo com o presidente do colegiado, deputado Edilson Silva (PSOL), trataram de temas fundamentais.
“Levamos um debate para Gravatá (Agreste Central), para discutir o fechamento de escolas. Debatemos as milícias que estão atuando no centro do comércio do Recife, através do Sindicato dos Trabalhadores Informais, que trouxeram essa demanda. Fizemos audiência sobre política pública de saúde mental, destacando a questão da atenção psicossocial. E, ainda, discutimos parto humanizado”, elencou Edilson.
Segundo o balanço de atividades, até o fim do mês de junho, a Comissão de Cidadania também realizou nove reuniões ordinárias e quatro extraordinárias. Entre os destaques, está a ouvida dos secretários de Defesa Social, Alessandro Carvalho, e de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, no diálogo sobre a situação da penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá, e o Complexo Prisional do Curado, na Zona Oeste do Recife.
Outro tema abordado em encontro do colegiado foram as denúncias sobre a marcação e o pagamento de consultas no Hospital Barão de Lucena, na Capital. A diretora da unidade de saúde, Carla Albuquerque, foi recebida, em março, pelo grupo parlamentar, para prestar esclarecimentos sobre o assunto. A sociedade civil também esteve presente nas atividades da Comissão. Uma turma de aspirantes a Oficiais da Polícia Militar, por exemplo, relatou dificuldades no curso de formação.
Ao longo do semestre, a Comissão de Cidadania aprovou 45 proposições e rejeitou duas. “Nós votamos contra um fundo social que tinha uma rubrica específica nos municípios. No nosso entendimento, estava equivocado colocar o dinheiro na conta única das prefeituras. Fomos contrários, ainda, à aprovação do novo Código Penitenciário do Estado. Isso mostra que a nossa Comissão é um filtro”, avaliou o presidente do colegiado
De acordo com o deputado, o grupo parlamentar vai continuar trabalhando com temas de relevância social, com destaque, no segundo semestre, para a discussão do chamado “vagão rosa”, um espaço no metrô destinado unicamente às mulheres.
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