As escolhas do vice-presidente e do relator da CPI do Ipsep não foram tarefas fáceis para os deputados que integram a Comissão. No início da reunião de ontem, o único consenso entre os parlamentares era em torno do nome da deputada Teresa Duere, eleita por unanimidade para presidir a CPI. Em seguida, deu-se início a uma grande polêmica entre parlamentares governistas e oposicionistas.
Enquanto o primeiro vice-líder do PSB, Carlos Lapa, argumentava que a relatoria deveria ficar com a Oposição, o primeiro vice-líder do PFL, Antônio Mariano, defendia um nome governista.
Para Carlos Lapa, deveriam ser respeitadas a proporcionalidade dos partidos e as tradições da Assembléia Legislativa. Na opinião dele, “mais importante do que se promover uma caça às bruxas é discutir o papel do Ipsep”. “Não deve ser criado um rolo compressor, vamos fazer um trabalho sério e mostrá-lo à sociedade”, afirmou. A mesma tese foi defendida pelo segundo vice-líder do partido, deputado Fernando Lupa, que sugeriu a inclusão do ano de 1994 nas investigações da CPI.
A deputada Teresa Duere negou a solicitação de Lupa, sob a justificativa de que a CPI foi instalada com objetivo e tempo definidos. “Por que não apresentaram uma emenda no tempo previsto para isso?”, observou a presidente. O deputado Antônio Mariano considerou que, se houvesse a inclusão do ano de 1994, a CPI se desviaria de seu objetivo inicial. “Por que a Oposição não pediu uma CPI para os anos anteriores a 95?”, indagou.
Antônio Mariano ressaltou que a comissão não tem poder para punir. “Nossa missão é levar os fatos à sociedade e encaminhar o resultado dos trabalhos ao Ministério Público, ao qual cabe apurar as responsabilidades”, salientou. Ao final das discussões, a disputa para o nome do relator terminou sendo decidida no voto. Hélio. Urquisa venceu com quatro votos. (C L)
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