O superfaturamento de preços de serviços hospitalares dominou a reunião de ontem da CPI do Ipsep, na Assembléia Legislativa. José Marlúcio Cavalcanti Ferreira, dono da Clínica Santa Marta, localizada em Timbaúba, e ex-diretor do Hospital Domingos Sávio, em São Lourenço da Mata, credenciados ao Ipsep e suspeitos de superfaturar preços, foi o primeiro a depor. José Marlúcio negou que tenha havido elevação de valores de serviços médicos, bem como tentativa de suborno junto ao Ipsep.
Essa informação foi dada pelo presidente do Ipsep, Maviael Cavalcanti, em depoimento à CPI. O segundo depoente foi José Pereira da Costa, diretor da Sociedade Beneficente São Camilo. A São Camilo foi contratada pelo Ipsep, em janeiro de 98, para prestar serviços de consultoria ao Instituto de Previdência. José Pereira informou que, com o trabalho da São Camilo, o Ipsep aprimorou o serviço de auditoria médica e de análise de contas junto à rede credenciada. O diretor informou que as irregularidades no processo de pagamento às empresas são repassadas à Diretoria do Ipsep.
Disse, ainda, que tanto a Santa Marta quanto o Domingos Sávio estão em processo de descredenciamento por essa razão. A deputada Teresa Duere, presidente da CPI, revelou que, com o cruzamento de informações, foi constatado falso depoimento do dono da Clínica Santa Marta. (Verônica Barros)