Críticas ao programa Leite para Todos são destaque em reunião plenária

Em 17/06/2026 - 16:46
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O retorno do deputado Cayo Albino (PSB) ao parlamento marcou a reunião plenária desta quarta (17). Ele fez seu primeiro pronunciamento após voltar a ocupar uma cadeira na Alepe, desta vez como suplente do deputado licenciado Waldemar Borges (PSB). Albino reafirmou o compromisso de atuar em defesa do povo pernambucano e de propor projetos de relevância social. O parlamentar enfatizou que seguirá exercendo o papel fiscalizador do Executivo e lutando por justiça social.

Nesse sentido, fez críticas ao programa Leite para Todos, do Governo do Estado, que estava paralisado há três anos. Segundo o deputado, no formato adotado pela atual gestão, associações e municípios que haviam sido beneficiados no governo anterior teriam sido excluídos sem explicações, enquanto os aliados políticos da governadora Raquel Lyra estariam sendo privilegiados. 

“Antes da paralisação, a triagem das pessoas contempladas era feita pelas associações e Cras (Centros de Referência de Assistência Social) dos municípios. Agora, foram flagradas diversas distribuições feitas de forma controversa, em locais inapropriados, direto de caminhões e sem nenhum critério ou controle das pessoas beneficiadas”, reportou. Ele acrescentou que irá encaminhar um pedido de informação para obter a relação nominal dos municípios e entidades beneficiados, além dos critérios utilizados na seleção e dados sobre logística e valores referentes ao programa.

DENÚNCIA – Cayo Albino acusou o Governo de privilegiar aliados no programa Leite para Todos. Foto: Jarbas Araújo

Ensino

João Paulo do PT (PT) criticou o Projeto de Lei nº 1007/2025, em tramitação na Câmara dos Deputados, que sugere alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para tornar facultativa a participação de estudantes em aulas sobre história e cultura afro-brasileiras e indígenas nas escolas. A matéria é de autoria da deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE).

“Não se trata de folclore, não se trata de superstição. A questão diz respeito à história, à filosofia, à ciência, à arte e à própria formação da língua que falamos, do jeito que cozinhamos, dançamos, rezamos e entendemos o mundo. Não há brasilidade sem matriz africana e indígena. Quem ataca esse ensino, ataca o próprio sentido de nação”, ponderou.

Balanço

Em outro momento à tribuna, João Paulo do PT prestou contas de seu mandato como deputado estadual. Segundo o parlamentar, o gabinete se manteve aberto à escuta das demandas da população, que orientaram discussões e pautas.

Entre as iniciativas destacadas, João Paulo relembrou a criação da Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, voltada ao debate de alternativas para garantir que o Governo do Estado oferte o tratamento aos pacientes que não conseguem arcar com os custos. O deputado também mencionou a destinação de recursos para pesquisas sobre os efeitos da cannabis em crianças com epilepsia grave.

TRANSPARÊNCIA – João Paulo do PT prestou contas do mandato até o momento. Foto: Jarbas Araújo

Na sequência, o parlamentar destacou a apresentação do projeto Tarifa Zero, em colaboração com a deputada Rosa Amorim (PT), além da formulação da Política Estadual de Saúde do Trabalhador. João Paulo do PT citou ainda a coordenação da Frente Parlamentar em Defesa do Rio Tejipió e a proposição da ampliação do programa Guarda-Chuva, iniciativa de sua autoria durante sua gestão como prefeito do Recife.

Ele afirmou que metade dos recursos de suas emendas parlamentares foi destinada à área da saúde. Segundo ele, ao longo do mandato, os investimentos somam quase R$ 12 milhões aplicados na aquisição de medicamentos, equipamentos, ambulâncias e outros insumos para a rede de saúde.

“Trago uma forma de fazer política que não nasceu ontem, vem de mais de cinco décadas de vida pública e passou pela experiência de governar Recife. Foi lá que aprendi a lição que me guia até hoje: ‘A grande obra é cuidar das pessoas’. Foi por isso que mantive a porta desse gabinete aberta. Não por cortesia. Foi uma decisão política, deixar a vida real atravessar a instituição”, frisou.