Parlamentares lamentam falecimento de Gilvan Coriolano

Em 10/11/2025 - 19:02
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A reunião plenária desta segunda (10) foi marcada por homenagens ao ex-deputado estadual Gilvan Coriolano, falecido no último domingo (9). Por solicitação de Antônio Moraes (PP), os deputados fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao político. Em seguida, mencionaram na tribuna a trajetória do ex-parlamentar.

Socorro Pimentel (União) lembrou que, além de deputado estadual, Gilvan Coriolano foi prefeito por dois mandatos do município de Ouricuri (Sertão do Araripe). A parlamentar relembrou a trajetória política e pessoal do político, que participou da elaboração da Constituição de Pernambuco

LUTO – Socorro Pimentel lamentou o falecimento do ex-deputado estadual Gilvan Coriolano. Foto: Roberto Soares

“Sua partida representa uma grande perda para todos nós. Gilvan Coriolano foi, acima de tudo, um homem que acreditou na força do Sertão e dedicou a sua existência à luta por dias melhores para o povo sertanejo. Deixou um legado de trabalho, de honestidade e de amor à sua terra que permanecerá vivo na memória de todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”, afirmou.

Bioma

Em discurso voltado à COP 30, João Paulo (PT) destacou a importância de reconhecer o protagonismo dos povos indígenas e quilombolas nas discussões sobre meio ambiente. Além disso, defendeu também que o bioma da Caatinga seja incluído de forma efetiva na agenda climática da conferência. Para ele, apesar dos avanços ambientais recentes, o combate ao desmatamento ainda é insuficiente diante dos problemas históricos do Semiárido.

DESMATAMENTO – João Paulo anunciou a proposta de uma política estadual de proteção da Caatinga. Foto: Roberto Soares

O parlamentar citou ainda a sua participação na COP da Caatinga, em Serra Talhada (Sertão do Pajeú) e defendeu a Política Estadual de Proteção e Valorização da Caatinga, destacando que a crise climática exige ações mais firmes do Governo. “Para nós de Pernambuco e no Nordeste, a pauta da COP 30 precisa ir além da Amazônia, acolhendo o Semiárido. A Caatinga não é bastidor, é frente de batalha climática”, afirmou.

Resgate

No mês dedicado à consciência negra, Dani Portela (PSOL) noticiou o resgate de quinze trabalhadores em situação análoga à escravidão na região Sertão do estado. Os operários atuavam em pedreiras localizadas nos municípios de Exu (Sertão do Araripe) e Parnamirim (Sertão Central) sem qualquer tipo de registro profissional ou direitos trabalhistas e em condições de risco à integridade física. Entre eles, foi encontrada uma adolescente de apenas 15 anos realizando o corte manual de pedras.

FISCALIZAÇÃO – Dani Portela cobrou ações de enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão em Pernambuco. Foto: Roberto Soares

A parlamentar cobrou avanços na elaboração do plano estadual de erradicação do trabalho escravo de Pernambuco. “Pernambuco precisa avançar urgente na elaboração desse plano para que a gente possa prevenir, proteger e erradicar o trabalho infantil, protegendo as nossas crianças e adolescentes de serem forçadas a trabalharem numa dura realidade”, salientou.

Verde

Débora Almeida (PSDB) destacou os investimentos do Governo de Pernambuco em Fernando de Noronha, ressaltando a importância de ações concretas que façam a diferença na vida dos moradores da ilha, e não apenas pensando no arquipélago como lugar turístico. Alinhando-se às pautas debatidas na COP 30, a deputada participou do lançamento do projeto Noronha Verde, iniciativa que pretende atingir até 85% de descarbonização no arquipélago, ao lado da governadora Raquel Lyra.

Para a parlamentar, Noronha deve ser vista como um modelo de inovação e respeito ambiental. A projeção, segundo a parlamentar, é de que até 2027, Noronha seja a primeira ilha 100% sustentável do Brasil. “Essas obras vão garantir a preservação da memória pernambucana e fortalecer o turismo cultural e sustentável da ilha”, destacou.

NORONHA – Débora Almeida detalhou o trabalho do Governo de Pernambuco no arquipélago. Foto: Roberto Soares

Pajeú

Luciano Duque (Solidariedade) pediu que o Governo do Estado priorize a execução de duas obras bastante esperadas pela população de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú. A primeira delas é a construção de um parque ambiental às margens do Rio Pajeú, por meio do Projeto Janelas para o Rio. A segunda, por sua vez, é a ampliação do abastecimento de água para as comunidades de Mocororé e Cachoeira da Onça, por meio do Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar). 

PAJEÚ – Luciano Duque pediu rapidez em obras para Afogados da Ingazeira. Foto: Roberto Soares

Com relação ao parque, o parlamentar informou que R$ 600 milhões já estão garantidos junto ao Banco Mundial. Além disso, todas as etapas técnicas para início das obras do equipamento público já teriam sido superadas, a exemplo da visita de engenheiros e da avaliação da viabilidade. Para ele, o projeto é uma iniciativa transformadora, que une revitalização ambiental, lazer e desenvolvimento urbano. 

“Essas comunidades aguardam há muito tempo pela concretização dessas obras, que estão prontas para sair do papel. Por isso, faço aqui um apelo ao Governo do Estado, à governadora Raquel Lyra, para que se dê celeridade à execução desses projetos, porque eles representam, acima de tudo, dignidade, desenvolvimento e qualidade de vida para o povo do Sertão e do Pajeú”, argumentou o deputado.

Boicote

Romero Albuquerque (União) acusou o Governo do Estado de negar apoio policial às operações realizadas pela Prefeitura do Recife para fazer cumprir a Lei das Carroças. A norma municipal determina a retirada gradual dos veículos de tração animal até a completa proibição, prevista para 31 de janeiro de 2026.

“Os servidores que entram às 5h da manhã em áreas de risco sofrem ameaças e intimidações. Caminhões foram apedrejados, o Centro de Vigilância Ambiental (CVA) sofreu tentativa de invasão, mas a PM, por orientação superior, não apareceu”, relatou. Ele frisou, contudo, que a conduta “não é culpa da tropa, mas do alto escalão, que vem forçando os batalhões a recusarem apoio”.

POLÍCIA – Romero Albuquerque denunciou boicote do Governo às ações contra as carroças da Prefeitura do Recife. Foto: Roberto Soares

“Nas últimas semanas, as operações resgataram mais de 20 cavalos em situações de abandono e maus-tratos. Deixar de protegê-las não é um detalhe técnico, mas um problema de segurança pública criado por decisões de comando”, concluiu.

Enem 

Renato Antunes (PL) comentou a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizada no último domingo (9). O parlamentar parabenizou a banca organizadora pelas questões elaboradas para a prova e elogiou o tema escolhido para a redação: Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira.

O deputado lamentou, entretanto, as dificuldades enfrentadas pelos candidatos do Recife para conseguir transporte público. Ele ressaltou que visitou diversos pontos de provas da capital e que, em mais um ano, deparou-se com a situação de alunos chegando atrasados por não ter como chegar aos locais definidos.

ENEM – Renato Antunes cobrou do Grande Recife a melhoria da mobilidade na capital nos dias da prova. Foto: Roberto Soares

“O que se viu ontem foi trânsito, alunos chegando de bicicleta, de Uber, de táxi, correndo. E a gente poderia, através do Grande Recife Consórcio de Transporte, dar uma resposta como é feito durante o Carnaval, por exemplo. Se tem o Expresso Carnaval, por que não fazer o Expresso Enem?”, argumentou o parlamentar.

Por fim, Antunes destacou a realização de um encontro pela Comissão de Educação da Alepe, nesta segunda, em que o secretário estadual de Educação, Gilson Monteiro, apresentou relatório de indicadores do setor, referentes ao ano de 2024. O deputado enalteceu o governo Raquel Lyra por promover avanços, como a ampliação do quadro de professores efetivos e a valorização da carreira.

Aplausos

A concessão de voto de aplausos ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, pela Operação Contenção motivou debate na ordem do dia. Dani Portela solicitou que o Requerimento nº 4423/2025, apresentado por Joel da Harpa (PL), fosse retirado de pauta, no que foi atendida por Jarbas Filho (MDB), que presidia a sessão no momento.

“É um absurdo que essa Casa proponha um voto de aplausos por uma ação que terminou com centenas de corpos executados com resquícios de tortura e crueldade, em um dos maiores massacres dos últimos tempos”, criticou a psolista. 

A posição recebeu apoio de Rosa Amorim (PT) e João Paulo. “O responsável pela carnificina e pelo genocídio da juventude negra no Rio não é digno de homenagem. Deveríamos estar pautando segurança pública com inteligência para dar fim a essa guerra em que todo mundo sai perdendo”, pontuou a deputada. Para o petista, enaltecer uma “ação desastrosa de um Governo que induz a assassinatos sem direito a defesa nem julgamento envergonha a Alepe”.

Já Renato Antunes considerou pertinente o adiamento da votação, com vistas a “um debate mais aprofundado”, mas elogiou a operação e a atitude do governador fluminense. “Hoje há milhares de cariocas impedidos de ir e vir, de morar e estar na comunidade em que nasceram”, apontou. “Lamento que tenha morrido gente, mas o Estado está em guerra e não se combate criminalidade com flores.”