
OPINIÃO – Para o petista, Pazuello teve participação direta no caos da crise sanitária e mentiu ao falar sobre negociações para compra de vacinas. Foto: Nando Chiappetta
O deputado Doriel Barros (PT) repercutiu, na Reunião Plenária desta quinta (20), o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado Federal. Para o petista, o general teve participação direta no caos advindo da crise sanitária e mentiu ao falar sobre as negociações para compra de vacinas.
O parlamentar questionou a fala de Pazuello, que afirmou ter deixado o cargo, em março, porque tinha cumprido sua missão. “O ministro saiu com mais de 260 mil pessoas mortas e milhares nas UTIs. Deixou o País numa das maiores crises sanitárias da história. Que missão cumpriu?”, indagou.
Barros acusou o Governo Federal de incompetência e falta de planejamento no enfrentamento à pandemia. Segundo ele, muitas mortes ocorreram porque as pessoas acreditam em tratamentos sem eficácia comprovada difundidos pela gestão do presidente Jair Bolsonaro.
“Quantos cidadãos poderiam hoje estar vivos? Quantos pais e mães poderiam não ter chorado a morte de seus filhos? Quantos empregos poderíamos ter mantido?”, prosseguiu. “Não queremos o Brasil do ódio, queremos o País de vacina no braço e comida no prato”, defendeu.
O deputado assinalou que a imunização poderia ter sido iniciada em dezembro de 2020, se o Governo Federal tivesse se empenhado na compra de vacinas da Pfizer. E lembrou que a Venezuela enviou oxigênio para pacientes em Manaus (AM), salvando a vida de centenas de brasileiros.
“As pessoas estão reconhecendo que esse presidente não cuida do povo. Ele virou as costas para quem mais precisa. Mas, com certeza, irá responder por todo o mal que está fazendo”, concluiu Doriel Barros.
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