
LUTO – Parlamentares lamentaram recente falecimento dos artistas pernambucanos. Foto: Roberto Soares
A morte do ceramista e pintor Francisco Brennand foi lamentada pelos deputados estaduais na Reunião Plenária desta quinta (19). Os parlamentares dedicaram um minuto de silêncio em homenagem ao artista pernambucano de 92 anos, que faleceu nesta manhã, no Recife, em decorrência de uma pneumonia.
Por iniciativa do deputado Tony Gel (MDB), a homenagem foi extensiva ao cordelista e xilógrafo José Soares da Silva, o Mestre Dila. Patrimônio Vivo de Pernambuco, o artista, que se autointitulava Marechal do Cordel do Cangaço, faleceu na noite da última quarta (18), aos 82 anos.
Biografias – Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand nasceu no Recife, em 1927. Destacou-se como escultor, desenhista, pintor, tapeceiro, ilustrador e gravador, descobrindo na cerâmica seu principal meio de expressão. Em 1971, iniciou a restauração de uma velha olaria de propriedade paterna, transformando-a em ateliê, onde estão expostos objetos cerâmicos, painéis e esculturas reconhecidos e reverenciados internacionalmente.
Dila, por sua vez, nasceu em 1937, em Bom Jardim (Agreste Setentrional). Estabeleceu-se em Caruaru, nos anos 1950, e dedicou-se à cultura popular por cinco décadas. Antes de descobrir o cordel e a xilogravura, foi agricultor, gráfico e tipógrafo. Ao longo da carreira, comercializou folhetos em feiras do Nordeste e trabalhou com artistas como Francisco Sales Arêda, Vicente Vitorino, Chico Sales, J. Borges, Antônio Ferreira de Morais e João José da Silva.
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