Os 52 anos do golpe militar no Brasil foram lembrados pela deputada Teresa Leitão, do PT, além dos deputados Edilson Silva, do PSOL, e Romário Dias, do PSD. A petista ressaltou que é preciso recordar o que chamou de um dos períodos mais obscuros da nossa história, para evitar que se repita. Teresa Leitão fez um convite para a marcha pela democracia, nesta quinta, contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Impeachment sem crime comprovado é golpe. E nós não vamos permitir que mais uma vez seja dado um golpe na história do Brasil. Marcharemos, denunciaremos, resistiremos com todos os instrumentos constitucionais e institucionais que temos. Mas, sobretudo, com o povo na rua.”
Edilson Silva destacou o posicionamento da ONU, que alertou para a necessidade de se manter a democracia no Brasil. Para o parlamentar, o argumento das supostas pedaladas fiscais executadas pela presidente da República não justifica o impeachment. O deputado afirmou que muitos gestores das esferas federal, estadual e municipal adotam essa prática. “Dezesseis governadores deste país realizaram o que se chama pedaladas fiscais. E o impeachment da presidente baseado nisso vai colocar todos esses dezesseis governadores numa situação de fragilidade jurídica. O governador era secretário da Fazenda, e eu estou ansioso para receber a prestação de contas do ano de 2015, que deve chegar agora em abril nesta casa.”
O deputado Romário Dias, do PSD, se declarou contra o impeachment, mas criticou governo e oposição. “Eu tenho vergonha de saber que a negociação de ministérios e cargos é a moeda principal que se fala no Brasil. O Legislativo em Brasília é governado por dois políticos, o Renan e o Eduardo Cunha, todos dois processados. E querem encaminhar o processo do impeachment. Onde é que nós estamos?” Romário Dias classificou o momento atual como a pior crise política vivida pelo Brasil.
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