Parlamentares cobram antecipação das diárias dos policiais que vão atuar no Carnaval

Em 26/02/2019
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Durante o Carnaval, policiais e bombeiros militares do Estado são convocados para atuar na segurança das festas de rua no Recife e na Região Metropolitana. Na Reunião Plenária dessa terça, o deputado Joel da Harpa, do PP, solicitou ao Governo estadual o pagamento antecipado da diária de 180 reais. Segundo ele, os valores só são depositados após o período carnavalesco, e quem trabalha durante a festa precisa arcar do próprio bolso com despesas como hospedagem e alimentação. “Faço um apelo, que o Poder Executivo tem até sexta-feira para pagar essas diárias aos policiais, não só aos policiais militares, a todos aqueles da segurança pública. A gente sabe que não existe Carnaval se não existir o profissional de segurança pública. Aí fica lá o folião, né, gastando um rio de dinheiro, e o policial muita das vezes ali, faltando o mínimo para fazer um lanche do final de seu serviço.”

O deputado Alberto Feitosa, do Solidariedade, se somou ao apelo do colega e acrescentou que tudo é uma questão de planejamento do Governo. Delegado Erick Lessa, do PP, destacou que é preciso valorizar o profissional que trabalha para levar tranquilidade ao folião. O líder da Oposição, deputado Marco Aurélio Meu Amigo, do PRTB, afirmou que o Governo não deveria esperar pela cobrança para executar o repasse das verbas. Ele ainda defendeu que a Prefeitura do Recife utilize os serviços da Guarda Municipal para reforçar a segurança nos festejos de momo.

O líder governista na Alepe, Isaltino Nascimento, do PSB, destacou que o Governo do Estado realizou um investimento de 9 milhões e meio de reais em diárias para segurança pública, 600 mil a mais que no ano passado. Ele também explicou o motivo pelo qual as diárias não são pagas antes do Carnaval. “É preciso haver uma checagem, uma auditoria, porque não se pode fazer o pagamento aleatório. Nós estamos falando de verba pública, dinheiro do cidadão pernambucano. Obviamente, qualquer recurso para ser aportado tem que se comprovar se houve presença do policial, se o trabalho foi cumprido, se a escala foi cumprida. Uma série de prerrogativas que precisa ter. Uma parte de imediato, e outra parte só pode ser feita à medida do desempenho do trabalho.”

Em resposta, Joel da Harpa declarou que o Governo do Estado precisa confiar nos profissionais, e sugeriu que eles recebam pelo menos uma parte do pagamento antes do Carnaval.