Edital de concurso da Polícia Militar divide opiniões em Plenário

Em 17/05/2016
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Foto: Roberto Soares

Foto: Roberto Soares

A possibilidade de que travestis e transexuais participem do processo seletivo da Polícia Militar de Pernambuco causou indignação ao deputado Joel da Harpa, do PTN. Na reunião plenária desta terça, ele repudiou a mudança feita no edital do concurso da corporação: “Pra ser policial, antes de tudo, precisa ter um perfil e, ao meu ver, com todo o respeito aos travestis e aos transexuais, não dá pra aceitar um policial rebolando na rua. Não dá pra aceitar um policial travesti. Eu não aceitaria.”

Já o líder do Governo na Assembleia, deputado Waldemar Borges, do PSB, afirmou que o comportamento das pessoas, independentemente da orientação sexual, deve estar de acordo com a função exercida: “A gente vê muita gente que tem uma orientação sexual convencional e que se comporta muito mal em diversas funções da vida. Então, eu acho que a gente tem que estabelecer os critérios hoje, com tantos avanços da civilização, em torno de outras questões, e respeitar a orientação sexual de cada um.”

Outra questão ligada à sexualidade abordada em Plenário foi o debate sobre erotização infantil e pedofilia realizado na manhã dessa terça, na Câmara Municipal do Recife, a pedido da vereadora Michele Collins. O deputado Pastor Cleiton Collins, do PP, ressaltou a participação do procurador da República Guilherme Schelb no encontro. Ele teria se manifestado contra o conteúdo das cartilhas distribuídas pelo Ministério da Educação que tratam da diversidade sexual.