As semelhanças e as diferenças entre as eleições presidenciais nos Estados Unidos e no Brasil foram o tema da palestra do cônsul norte-americano no Recife, Richard Reiter. No evento, que ocorreu no Plenário da Assembleia, nessa terça, ele explicou o caráter regionalizado da disputa pela Casa Branca como a principal distinção entre os dois pleitos. Segundo o diplomata, é como se não existisse eleição nacional nos Estados Unidos, mas várias eleições estaduais. Isso acontece porque cada unidade da federação representa, isoladamente, uma quantidade de votos para o candidato vencedor, proporcional ao número de habitantes. Para o cônsul Richard Reiter, o entendimento sobre os sistemas eleitorais é fundamental, principalmente em ano de eleição.
“Nosso sistema assim como o Brasil é democracia e estou aqui para explicar um pouco dos detalhes do sistema americano, porque lá nos Estados Unidos este ano também é um ano eleitoral e eu acho que nossa campanha vai ser muito acirrada e que todo mundo aqui está olhando também para os Estados Unidos”.
Ainda sobre as eleições norte-americanas, o cônsul explicou que o vencedor em cada Estado leva todos os votos, independentemente de ter superado o concorrente por uma margem apertada. Com isso, a regra permite, inclusive, que o candidato com mais votos em todo o país não seja o escolhido. Outra diferença apontada é o marcante caráter ideológico dos grandes partidos americanos. Os Democratas representam a ala centro-esquerda e mantêm bases entre os progressistas, minorias, sindicatos, etc. Já os Republicanos são centro-direita, mais populares entre conservadores, defensores do Estado mínimo, grupos cristãos, militares, entre outros.
O presidente da Assembleia, deputado Guilherme Uchoa, do PDT, analisou que os Legislativos devem estar atentos às experiências de democracia ao redor do mundo.
“Principalmente num país como os EUA, sem nenhuma dúvida um dos mais desenvolvidos do mundo, em tecnologia, regime democrático, político e econômico. Então nos enriquece muito com seu conteúdo e história”.
Segundo o primeiro-secretário, Diogo Moraes, do PSB, que propôs a vinda do cônsul à Alepe, a ocasião contribuiu para fortalecer os laços de cooperação e amizade com o Consulado dos Estados Unidos no Recife.
“Primeiro para estreitar as relações diplomáticas entre os Poderes, haja visto o consulado americano é o único do Norte e Nordeste e tivemos essa ideia de justamente proporcionar o estreitamento de relações entre os Poderes”.
As eleições nos Estados Unidos acontecem em novembro deste ano.
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