Pescadores ouvidos nesta terça pelos deputados da Comissão de Cidadania da Alepe pediram a realização de uma audiência pública para tratar das consequências do óleo nas praias para a pesca artesanal. Ornela Fortes, da Pastoral dos Pescadores, estimou em 30 mil o número de trabalhadores afetados. Ela disse que a situação dessas pessoas é alarmante, e cobrou mais rapidez dos Governos Federal e Estadual. “A gente não teve ainda nenhuma manifestação concreta de resolução dessa situação. Os pescadores estão sem conseguir vender um real de pescado, ninguém tem a segurança de que esse pescado pode ser consumido, ninguém tem a segurança de que pode estar no mar, e aí nós viemos até essa Comissão reivindicar respostas”.
Líder do Governo, o deputado Isaltino Nascimento, do PSB, propôs que os pescadores formassem uma comissão para tratar do assunto com o secretário estadual de Meio Ambiente, Antônio Bertotti. Um primeiro encontro foi articulado pelo deputado João Paulo, do PC do B, para esta tarde.
Caso as reivindicações não sejam atendidas, a Comissão de Cidadania promoverá uma audiência, em data a ser definida. O Colegiado também aprovou outros debates, um para discutir os cenários da aprendizagem no Brasil e em Pernambuco e outro sobre a precarização do serviço público, solicitada pelo Sindicato dos Servidores do Ministério Público. Ainda na reunião desta terça, a proposta de cobrar do preso os custos com a manutenção da tornozeleira eletrônica foi rejeitada.
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