Na reunião dessa quarta, os deputados da Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular aprovaram um Voto de Protesto contra declarações publicadas no Twitter pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas. Na noite da última terça, o militar se posicionou contra a impunidade, às vésperas de o Supremo Tribunal Federal decidir sobre o habeas corpus impetrado pelo ex-presidente Lula.
A primeira publicação dizia o seguinte: “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?” A segunda postagem afirmava: “Asseguro à Nação que o Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.”
De acordo com o presidente do Colegiado de Cidadania, deputado Edilson Silva, do Psol, as palavras do líder do Exército foram inadequadas. “Foi aprovado hoje por unanimidade aqui um Voto de Protesto que, na verdade, é um repúdio contra a declaração do ministro do Exército, general Villas Boas, que deu uma declaração extremamente infeliz, inadequada, e no meu entendimento uma declaração que torna a sua presença no cargo insustentável.”
O parlamentar disse ainda que a declaração do general é uma afronta à livre atuação do Poder Judiciário. A Comissão também aprovou 13 projetos de lei, entre eles, o que foi apresentado pela deputada Terezinha Nunes, do PSDB, regulamentando o horário para as ligações de telemarketing em Pernambuco.
COMO CHEGAR