As sessões ordinárias e audiências públicas realizadas na Alepe, assim como os cursos oferecidos pela Escola do Legislativo, devem ter a presença de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais, conhecida como Libras, para garantir a comunicação com pessoas com deficiência. A medida foi aprovada pela Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular, nessa quinta.
Trata-se de um substitutivo, de autoria do Colegiado de Justiça, que altera a redação de proposta do deputado Guilherme Uchoa, do PSC. Relatora da matéria, a presidente da Comissão de Cidadania, Jô Calvacanti, do mandato coletivo Juntas, explicou que o substitutivo corrige os vícios de inconstitucionalidade do texto original e restringe a necessidade do profissional de Libras ao âmbito da Assembleia.
Para o deputado João Paulo, do PCdoB, a iniciativa é importante para a defesa da inclusão no Legislativo. Na avaliação do Pastor Cleiton Collins, do PP, a Mesa Diretora da Casa deve ser sensibilizada sobre a questão, de modo a facilitar a implantação do projeto.
Ainda na reunião dessa quinta, o colegiado anunciou a realização de uma audiência pública no dia dez de maio, às nove da manhã, no auditório da Alepe, para debater demandas das populações indígenas do Estado. No encontro, devem ser discutidos temas como processos de demarcação de terra, violações de direitos humanos e os impactos, em terras indígenas, da possível construção de uma usina nuclear em Itacuruba, no Sertão de Itaparica. A Comissão também aprovou a realização de outras audiências públicas, sem data definida, para tratar de assuntos como a transparência do sistema de transporte público na Região Metropolitana do Recife.
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