A notícia da criação de um polo gospel no tradicional carnaval de Olinda, na Região Metropolitana, não agradou os parlamentares da bancada evangélica da Alepe. O deputado Adalto Santos, do PSB, criticou a decisão da Prefeitura, atualmente chefiada pelo ex-deputado Professor Lupércio, que integrava o grupo religioso no Parlamento estadual. De acordo com Adalto Santos, a novidade vai misturar o sagrado e o profano, e desfazer o trabalho de evangelização das igrejas. “Alguém vai oferecer uma tacinha de champanhe, daqui a pouco, um copo de cerveja… Daqui a pouco, está aquela moça que a gente vem trabalhando com ela para tirá-la da promiscuidade, e ela prostituída de novo.”
Adalto Santos fez um apelo ao prefeito de Olinda para mudar de ideia quanto ao carnaval gospel, e foi apoiado pelos deputados Pastor Cleiton Collins, do PP, Bispo Ossésio Silva, do PRB, e Jadeval de Lima, do PDT, que ainda enfatizaram que a juventude estaria exposta à violência. Mas também teve quem defendesse o polo evangélico. Antônio Moraes, do PSDB, afirmou que excessos acontecem em qualquer local, e que Olinda está tentando fazer uma festa inclusiva. Ele ressaltou que a presença de blocos com foliões religiosos podem incentivar os outros a curtir o carnaval sem bebidas alcoólicas. Teresa Leitão, do PT, destacou que não é uma festa inteira dedicada ao público evangélico, e sim apenas um polo descentralizado e afastado das comemorações tradicionais. “É um polo localizado na Presidente Kennedy, que é um lugar morto para o carnaval. Não tem bloco na Presidente Kennedy. Eu acho que a gente devia dar um voto de confiança a essa experiência que o prefeito está criando em Olinda.”
Apesar dos argumentos, o deputado Adalto Santos afirmou que, se for necessário, vai organizar uma comitiva parlamentar para ir a Olinda conversar com o prefeito.
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