Abril Azul é destaque no Plenário com cobranças por mais apoio às pessoas autistas

Em 02/04/2024
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O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado nesta terça, foi lembrado em discursos no Plenário da Assembleia Legislativa. O deputado Pastor Cleiton Collins, do PP, destacou a importância do Abril Azul, campanha da ONU para a conscientização sobre o transtorno do espectro autista. Para Collins, é fundamental aumentar a visibilidade, combater os preconceitos, e promover uma sociedade mais inclusiva. Ele ressaltou avanços na legislação para garantir direitos para as pessoas atípicas em Pernambuco. “Relembro também a Lei estadual 15.487, sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtorno do espectro autista, teve a sua minuta criada por minha autoria. Com alegria e espírito público concordei com a solicitação do então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Uchoa, em transformar essa iniciativa sendo uma proposição da Mesa Diretora, que ganhou robustez de uma lei resultado da vontade de todos os legisladores dessa Casa.” 

Luciano Duque, do Solidariedade, cobrou do Governo do Estado ações mais efetivas e ágeis para as pessoas com autismo. Segundo o parlamentar, a Prefeitura do Recife se destaca com iniciativas concretas. Um exemplo é o Núcleo de Desenvolvimento Integral na UPA do Ibura, que está em fase de finalização, oferecendo serviços de avaliação e acompanhamento para mais de três mil crianças. O parlamentar espera que o Governo Estadual apresente soluções semelhantes até o final do ano. “Mas quero dizer ao Governo de Pernambuco que as pessoas com transtorno do espectro do autismo têm pressa. Pressa por diagnóstico, pressa por assistência terapêutica, por transporte público adaptado, por apoio às famílias e, principalmente, aos que mais sofrem, as mães, as tias, as avós, que dedicam as suas vidas aos cuidados a esse ente familiar.”

Luciano Duque pediu, ainda, a conclusão das obras da passarela de acesso ao Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, que estão paradas há um ano e três meses.

Os 60 anos do Golpe Militar no Brasil foram abordados por João Paulo, do PT. Ele ressaltou que é importante manter viva a memória dos eventos ocorridos no país, sobretudo a tortura praticada contra os opositores da ditadura. As mesmas forças reacionárias e antidemocráticas que apoiaram o golpe de 1964 estão hoje negando sua história para reinterpretá-la, legitimando a tentativa de tomada do poder por outra via que não a das urnas. Queremos evidentemente um país de paz, harmonia e solidariedade, mas também um país que não esqueça seu passado.”  

Joel da Harpa, do PL, repudiou a charge postada pelo MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, trazendo uma imagem de Jesus crucificado e soldados romanos com os dizeres “bandido bom é bandido morto”. O parlamentar se disse preocupado com as mensagens de grupos que classificou como de extrema esquerda. “Deixem Jesus Cristo em paz! Vão viver a vida de vocês! Vocês fazem questão de agredir Cristo! Porque vocês não vão agredir Maomé? Porque vocês não vão agredir Buda?”

O deputado Abimael Santos, do PL, parabenizou o governo de Raquel Lyra pela ligação elétrica de um semáforo instalado na rodovia PE-90, em Toritama. O parlamentar agradeceu à população por ter compartilhado o vídeo com a demanda, que  chegou ao Palácio do Campo das Princesas. Além disso, comentou os casos recentes de violência nos jogos de futebol dos times pernambucanos e parabenizou a tropa de choque.

O impasse envolvendo a Prefeitura de Garanhuns e o Governo Estadual na organização do Festival do Inverno do município pautou a fala de Izaías Régis, do PSDB. O deputado lamentou o rompimento da parceria entre os dois entes, e se disse preocupado com a capacidade da gestão municipal de honrar pagamentos e garantir a qualidade e a segurança do evento. O parlamentar também criticou o prefeito do município, Sivaldo Albino, por não aceitar os recursos oferecidos pela governadora Raquel Lyra. “O Governo tem que ser parceiro um do outro, independente de cor e partido, para que nós possamos desenvolver a cidade economicamente e culturalmente. Garanhuns não merece essa briga, essa confusão que se criou, que estou vendo nas redes sociais com muita tristeza.

A deputada Rosa Amorim, do PT, denunciou as más condições da alimentação das escolas públicas de Pernambuco. Ela cobrou o cumprimento das cotas de aquisição de alimentos através da agricultura familiar nas escolas e anunciou o lançamento do programa De Olho na Merenda. A plataforma virtual, criada pela Frente Parlamentar de Combate à Fome e à Insegurança Alimentar e Nutricional da Alepe, tem o objetivo de receber denúncias sobre a qualidade da alimentação oferecida na rede estadual de ensino. “Educação e alimentação escolar é um direito, não é esmola. Que a gente possa ver as nossas crianças se alimentando cada vez melhor, para garantir a qualidade da educação, do ensino e aprendizagem.”

Coronel Alberto Feitosa, do PL, criticou o deputado João Paulo, pelo voto a favor na Comissão de Justiça do projeto da governadora Raquel Lyra que extingue gradualmente as faixas salariais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. A matéria foi aprovada, mas Feitosa e outros parlamentares defenderam a extinção imediata de todas as faixas salariais. Segundo o deputado, os policiais e bombeiros contavam com o apoio do Partido dos Trabalhadores para derrotar o projeto. “E na hora que é colocado para o PT poder então fazer valer a sua história, história de luta, o PT mostra à gente que não defende o trabalhador. E digo, senhores deputados, a polícia e o bombeiro contava com o voto do PT certo.”

Em resposta, João Paulo afirmou que o voto de minerva na Comissão de Justiça coube ao presidente do Colegiado, Antônio Moraes, do PP. Para João Paulo, Feitosa não tem “autoridade” para criticar a relação dele com o mundo do trabalho. Ele recordou a própria trajetória como sindicalista, defendeu a posição adotada na Comissão de Justiça e acusou Feitosa de tentar iludir a categoria dos policiais e bombeiros militares.

Romero Albuquerque, do União, criticou o voto de João Paulo e a presidência do colegiado de Justiça. Ele classificou a atuação do presidente da Comissão como “vergonhosa” e se queixou de ter sido impedido de se posicionar em diversos momentos da reunião.