Investimentos em abastecimento de água ganham destaque

Em 24/02/2026 - 18:21
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Temas relacionados ao abastecimento de água no interior do Estado tiveram destaque na reunião plenária desta terça (24).

A líder do governo, Socorro Pimentel (União), celebrou o anúncio, realizado pela governadora Raquel Lyra, da assinatura da ordem de serviço para a construção da Adutora de Negreiros no próximo mês de março. 

ARARIPE – Socorro Pimentel celebrou o anúncio do início das obras da Adutora de Negreiros. Foto: Jarbas Araújo

A parlamentar exaltou os investimentos do Governo do Estado direcionados ao interior e ressaltou os impactos sociais e econômicos da obra, que levará água do rio São Francisco para o Sertão do Araripe. O sistema terá investimento de R$ 300 milhões e irá ampliar em 500 litros por segundo a oferta de água para a Adutora do Oeste, beneficiando cerca de 400 mil pessoas.

“É preciso ter prioridade orçamentária e olhar para a vida das pessoas que moram nas regiões mais longínquas da capital do nosso Estado. A governadora Raquel Lyra demonstra com essa decisão que governa para todos os pernambucanos, do Litoral ao Sertão”, afirmou.

No mesmo sentido, Izaías Régis (PSDB) destacou o anúncio da instalação de quatro novas bombas da Compesa no sistema de abastecimento do município de Garanhuns, no Agreste Meridional. O parlamentar agradeceu a gestão da governadora Raquel Lyra pela iniciativa.    

COMPESA – Izaías Régis comemorou a instalação de novas bombas da Compesa em Garanhuns. Foto: Jarbas Araújo

“Garanhuns é uma cidade em que não falta água, mas ela não chegava nas torneiras do povo porque as bombas eram antigas e não prestavam mais. Com a instalação desses equipamentos modernos, o problema de abastecimento da população e da zona rural vai ser resolvido”, comemorou. 

Marielle

Dani Portela (PSOL) destacou o início do julgamento no STF dos acusados do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro. A deputada ressaltou o simbolismo da data de hoje, que marca a celebração da conquista do voto feminino no Brasil e defendeu que o momento reforça a importância da atuação política das mulheres na luta por igualdade e direitos. 

CRIME – Dani Portela noticiou o início do julgamento no STF dos acusados de assassinar Marielle. Foto: Jarbas Araújo

“Marielle virou semente, Marielle se multiplicou, muitas Marielles se ergueram na política, ocupando as casas legislativas, as ruas, os movimentos sociais, e hoje o Estado brasileiro precisa dar uma resposta” concluiu.

Vulnerável

Rosa Amorim (PT) lamentou a absolvição do homem de 35 anos acusado de estupro de uma menina de 12 anos pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Segundo a parlamentar, casos como esse são constantes no País. Ela reforçou a necessidade de uma postura mais firme diante de qualquer forma de relativizar a pedofilia no Brasil. 

VIOLÊNCIA – Rosa Amorim lamentou a absolvição de um homem acusado de estupro em Minas Gerais. Foto: Jarbas Araújo

Em outro momento do discurso, Rosa Amorim defendeu a ampliação da participação feminina nos espaços de decisão política e também cobrou justiça pelas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes. “Nós estamos aqui para exigir justiça por Marielle e Anderson. É preciso mostrar que o Brasil não aceita que a política seja calada a bala. E esse julgamento não é só sobre passado, é sobre o futuro da democracia,” afirmou.

Voto

Junior Matuto (PRD) celebrou a conquista do voto feminino, ocorrida há 94 anos e celebrada na data de hoje (24). O parlamentar ressaltou o papel de mulheres pernambucanas, como Martha de Hollanda e as heroínas de Tejucupapo, na luta em favor dos direitos femininos. Matuto também homenageou as deputadas da Casa. 

SUFRÁGIO – Junior Matuto celebrou o aniversário da conquista do voto feminino no Brasil. Foto: Jarbas Araújo

“Celebrar o voto feminino é reafirmar o nosso compromisso com a igualdade, com a representatividade e com o fortalecimento da democracia. Sabemos que ainda temos muitos desafios pela frente. Esperamos que essa data não seja apenas comemorativa, mas reflexiva, e que possamos honrar o legado daquelas que vieram antes de nós com ações concretas no presente”, declarou.

Direita

João Paulo (PT) criticou as ações dos governos de direita na América Latina nos últimos anos. O parlamentar fez um paralelo entre o governo Bolsonaro (2019-2022) e a atual gestão de Javier Milei, na Argentina. Ele citou a queda na renda média das populações e as reformas que retiraram direitos dos cidadãos, como a reforma previdenciária no Brasil e a trabalhista no país vizinho.

“O programa econômico da direita é muito claro: reduzir salários, reduzir direitos trabalhistas e previdenciários, aumentar a jornada de trabalho e destruir os sindicatos. O resultado dessa combinação explosiva é uma classe trabalhadora empobrecida e indefesa. Foi isso que Bolsonaro fez no Brasil e é assim que Milei faz agora na Argentina”, afirmou, acrescentando que o Governo Lula segue combatendo essa agenda.

CONTINENTE – João Paulo criticou os governos de extrema direita nos países da América Latina. Foto: Jarbas Araújo

Juros

De volta à tribuna no tempo para comunicação de lideranças, João Paulo criticou as altas taxas de juros no Brasil. Segundo o parlamentar, a atual política monetária beneficia apenas 0,1% da população, entregando R$ 1 trilhão anual a uma minoria bilionária, o equivalente a quatro vezes o orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Os juros elevados no Brasil representam hoje um dos principais entraves ao pleno desenvolvimento econômico e social do País, ao mesmo tempo em que funcionam como um poderoso mecanismo de concentração de renda”, destacou.

Apesar do cenário de juros muito altos, o deputado elogiou as medidas do governo Lula, afirmando que a gestão tem operado “milagres” na economia. Ele citou a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil como uma medida vital para preservar o poder de compra das famílias e estimular o consumo.

João Paulo pontuou ainda a sinalização, por parte do Banco Central, de queda nas taxas de juros a partir de março. Na avaliação do parlamentar, será o passo inicial necessário para baratear o crédito e alavancar a produção.