O programa Em Discussão, da TV Alepe, celebra a cultura pernambucana ao mergulhar na trajetória de mais de 70 anos de uma das agremiações mais icônicas de Olinda. Nesta edição, a entrevista é com Fernando Nigro, presidente do Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda, que compartilha as memórias, os desafios de gestão e a responsabilidade de comandar um Patrimônio Vivo de Pernambuco.

PRESERVAÇÃO – Clube Elefante atua na manutenção do frevo e na restauração da memória cultural de Olinda. Foto: Nivaldo Francisco
Durante a conversa, Nigro explica as nomenclaturas que definem o Carnaval de rua, detalhando a transição do Elefante de uma “troça” (que desfilava durante o dia, sem grandes fantasias) para um “clube” (que passou a desfilar à tarde e à noite, com vestimentas elaboradas e orquestras de sopro). O presidente também narra a curiosa origem do símbolo da agremiação: um elefante de biscuit branco e azul encontrado em uma geladeira após uma dissidência de integrantes de outro bloco tradicional, a Pitombeira.
O convidado destaca que o papel do Elefante vai além da folia, atuando como um agente de preservação cultural e solidariedade. Como Patrimônio Vivo, o clube realiza ações como a doação de instrumentos musicais para orquestras parceiras e o apoio à restauração de sedes de outros grupos culturais, utilizando recursos da venda de produtos oficiais. “O elefante está participando sempre da semana do patrimônio com atividades voltadas para o patrimônio de Olinda e de Pernambuco”, afirma.
A entrevista também aborda o hino icônico “Olinda nº 2”, composição do pai de Fernando Nigro que se tornou um símbolo do estado, e os preparativos para o Carnaval 2026, que terá como tema o “Veraneio”, homenageando a história das praias de Olinda. Além disso, Fernando discute os desafios administrativos para a instalação da sede própria nos casarões históricos do Carmo, um processo que envolve negociações jurídicas e parcerias com o Governo do Estado para garantir um espaço digno à agremiação.