Deputados comemoram entrega de equipamentos de segurança pública pelo Estado

Em 17/11/2025 - 18:31
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A entrega de equipamentos de segurança pública pelo Governo de Pernambuco na manhã desta segunda (17) repercutiu na reunião plenária da Alepe. Deputados da situação ressaltaram os investimentos da ordem de R$ 73 milhões em armas, viaturas e drones, além de um helicóptero.

“Desde 2023, já são cerca de R$ 2,3 bilhões investidos em segurança pela governadora Raquel Lyra. Isso muda o patamar do nosso Estado. O que vimos hoje foi a consolidação desse novo momento”, enalteceu Wanderson Florêncio (Solidariedade), para quem Pernambuco está passando pela “maior modernização da área em décadas”.

SEGURANÇA – Wanderson Florêncio defendeu o Governo do Estado pela compra de novos armamentos. Foto: Roberto Soares

O parlamentar destacou a aquisição de 700 fuzis, 1.970 pistolas Glock e 404 miras de precisão, bem como de 51 novas caminhonetes 4×4 e 14 veículos utilitários (SUV), dos quais dez serão destinados à Patrulha Maria da Penha. “Também foram comprados 30 drones operacionais capazes de ampliar a capacidade de visão das equipes e um helicóptero H-135 Airbus, com tecnologia de ponta e capacidade de voar mesmo sem visibilidade”, listou Florêncio.

Presidente da Comissão de Segurança Pública da Alepe, Joel da Harpa (PL) também elogiou o Governo do Estado pelos investimentos feitos em equipamentos e armamentos para os profissionais do setor. Segundo o parlamentar, os recursos possibilitaram um feito inédito para Pernambuco: a compra de diversos fuzis. Com isso, conforme frisou o deputado, a gestão Raquel Lyra, mais uma vez, deu provas do compromisso com o Programa Juntos pela Segurança.

“É uma mudança de padrão. Pela primeira vez, o Estado realiza a compra direta desses fuzis, um marco histórico que corrige justamente uma defasagem de décadas e coloca nossas forças em outro nível de capacidade operacional. Essas entregas fazem parte de uma estratégia ainda maior: o Programa Juntos pela Segurança, que destina cerca de 2,3 bilhões para estruturar a segurança pública.”

EQUIPAMENTOS – Joel da Harpa elogiou os investimentos do Governo no Juntos pela Segurança. Foto: Roberto Soares

Em sentido semelhante, Débora Almeida (PSDB) declarou que é a primeira vez em muito tempo que a segurança é prioridade para um governo estadual. A parlamentar acrescentou que Pernambuco vive atualmente o maior investimento da sua história nessa área e que isso demonstra o compromisso da governadora que, segundo ela, “não terceiriza responsabilidades”.

A deputada destacou que a atual gestão encontrou a segurança pública abandonada e que a falta de planejamento dos governos anteriores resultaram em números desastrosos para o Estado. Ela acrescentou, porém, que o cenário mudou drasticamente com Raquel Lyra. 

NORMA – Débora Almeida celebrou a aprovação da lei contra a violência nos eventos esportivos. Foto: Roberto Soares

“Pernambuco vive um novo tempo. Um tempo de coragem, de investimento, de eficiência e, sobretudo, de resultados. Temos hoje o menor número de homicídios nas últimas duas décadas. São 17 meses consecutivos de redução da violência em nosso Estado”, comemorou.

Débora Almeida abordou também a aprovação, em segundo turno, do substitutivo para combater a violência em eventos esportivos. A nova legislação prevê a criação do cadastro estadual de torcidas organizadas e o cadastro de maus torcedores, além de exigir biometria e reconhecimento facial nos estádios.

Educação

A seleção simplificada de professores de educação de jovens e adultos (EJA) do campo para atuação em Gameleira, na Mata Sul, foi criticada por Dani Portela (PSOL). A parlamentar repercutiu denúncias de irregularidades apontadas por candidatos do certame, como a desclassificação de pessoas com documentação válida e a aprovação de outras sem qualquer titulação ou comprovação de documentos. 

GAMELEIRA – Dani Portela denunciou irregularidades na seleção realizada pelo Estado no município. Foto: Roberto Soares

“Essa desorganização prejudica diretamente quem mais precisa, que são os estudantes do ensino de jovens e adultos do campo. Faço um apelo à Secretaria Estadual de Educação e à governadora Raquel Lyra para que atuem com celeridade neste caso, garantindo que esse processo seletivo seja justo e de acordo com a legislação”, pontuou.

Água

João Paulo Costa (PCdoB) defendeu a construção do ramal de Entremontes, obra prevista no projeto de Transposição do Rio São Francisco, nas ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele informou que prefeitos de onze municípios do Sertão vão se reunir no próximo dia 25, em Parnamirim (Sertão Central), para defender o pleito. João Paulo Costa reforçou que a iniciativa pode ampliar o acesso à água e impulsionar o desenvolvimento da região.

TRANSPOSIÇÃO – João Paulo Costa pediu a inclusão do Ramal de Entremontes no Novo PAC. Foto: Roberto Soares

“Eu quero fazer o apelo para que de fato o Governo Federal possa garantir essa obra extremamente importante, que vai garantir o acesso a água para diversas cidades do Sertão, garantindo desenvolvimento econômico, fortalecendo a agricultura, garantindo de fato a geração de emprego e renda de toda aquela região”, afirmou o deputado.

Pacto

João Paulo (PT) defendeu o reforço do pacto metropolitano para garantir uma transição ecológica justa, sobretudo para aqueles que residem em áreas de risco. O parlamentar salientou que, em razão da desigualdade urbana e da falta de investimentos em infraestrutura por todo o Estado, a população negra é a mais atingida pelas mudanças climáticas. 

CLIMA – João Paulo defendeu o reforço do pacto metropolitano. Foto: Roberto Soares

“Qualquer política climática que ignore a dimensão social, racial e territorial das nossas cidades está condenada ao fracasso. É nosso dever ético e político garantir habitação segura e digna para famílias em risco e adaptação climática, que é inseparável da política habitacional. Devemos ouvir a população, pois, como bem dizem os moradores: quem sabe o que é viver à margem do rio é quem mora nela”, afirmou.

João Paulo ainda denunciou a distribuição desigual de poder por meio do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife (Conderm), que concentra o percentual de 40% no Governo do Estado e 17% na capital metropolitana, deixando uma margem inferior de distribuição para outras cidades. Ele defendeu a paridade na participação para possibilitar o atendimento igualitário das demais cidades.