
INICIATIVA – Rosa Amorim destacou a relação do mandato dela com a temática da cultura popular. Foto: Roberta Guimarães
A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da Alepe promoveu, na manhã desta quarta (24), seminário com o tema “Metodologias participativas de identificação e proteção cultural”. O evento, solicitado pela deputada Rosa Amorim (PT), foi realizado em parceria com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).
Na abertura da atividade, a petista comentou a relevância da cultura pernambucana na atuação parlamentar dela. “Desde o início, nosso mandato vem agindo e se desafiando na compreensão da legislação cultural, em prol da superação de lacunas que acabam por burocratizar o acesso à cultura popular”, afirmou Rosa Amorim.
A superintendente de Patrimônio Material da Fundarpe, Cristiane Feitosa, explicou o funcionamento do setor que, além do tombamento, trabalha com pesquisas, estudos e inventários para identificação, valorização e reconhecimento das referências culturais de natureza material. “Nos envolvemos no começo do processo, promovendo estudos e pesquisas de forma cada vez mais ampla, mantendo diálogo com as comunidades e os gestores”, disse.

PALESTRA – Flávio Barbosa falou sobre educação patrimonial. Foto: Roberta Guimarães
Já as competências da Gerência de Educação Patrimonial e Articulação, coordenada por Flávio Barbosa, incluem a promoção e difusão dos bens culturais, a itinerância de exposições sobre os bens materiais, imateriais e patrimônios vivos, bem como formações e oficinas. “Devemos compartilhar experiências e boas práticas também dentro das escolas, para que os professores possam ser multiplicadores das nossas metodologias. Assim, alcançaremos mais territórios.”
Patrimônio Vivo
A gerente de Patrimônio Imaterial, Lana Monteiro, exibiu as etapas para o Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco (RPV-PE). O programa reconhece e concede uma bolsa vitalícia mensal a pessoas e grupos detentores de saberes e técnicas da cultura popular e tradicional, com o objetivo de preservar e transmitir esses conhecimentos às novas gerações.
Saiba mais sobre a Lei do Patrimônio Vivo na reportagem especial Guardiões de Saberes
A gestora esclareceu que a participação no concurso anual para RPV pode ser requerida por qualquer pessoa, mediante apresentação de documentos válidos à Secretaria Estadual de Cultura. Monteiro ainda destacou a Lei nº 12.196/2002, que instituiu o Registro. “Esta Casa tem um papel histórico muito relevante na dimensão da cultura imaterial. Antes, o reconhecimento não passava por essas etapas”, pontuou.