
JUSTIÇA – “Temos o dever de resgatar quem ficou para trás, de apoiar aqueles que, historicamente, estão em desvantagem.” Foto: Roberto Soares
A deputada Laura Gomes (PSB) defende que o Governo de Pernambuco crie cotas para indígenas e pessoas trans nos concursos públicos estaduais. Em discurso no Pequeno Expediente desta terça (15), ela argumentou em favor desse tipo de política afirmativa: “Temos o dever de resgatar quem ficou para trás, de apoiar aqueles que, historicamente, estão em desvantagem.”
A solicitação foi formalizada por meio da Indicação nº 9370/2022, incluída na Ordem do Dia desta tarde. A parlamentar lamentou que dez colegas tenham se manifestado contra a proposta. “Mas, faz parte da democracia. Entendo e aceito que exista o contraditório”, disse. “Apresentei a sugestão na mesma linha do que foi feito no Brasil para incluir as pessoas com deficiência, em 1991.”
A socialista explicou que as cotas são uma política temporária, devendo ser reavaliada a cada dez anos, para “ver se chegamos à igualdade de oportunidades”. Ela citou falas de Martin Luther King Jr. sobre medidas compensatórias para pessoas negras nos Estados Unidos, pontuando que essa nação também adotou ações afirmativas.
“Negar oportunidades é uma violência contra aqueles que estão em situação de desigualdade. Já avançamos com iniciativas em prol de pessoas negras e com deficiência, apesar de ainda haver resistência”, observou Laura Gomes. “A cota só existe enquanto é necessária e, como tudo na vida, precisa de aprimoramento. Não é questão de caridade, ideologia ou privilégio, mas de justiça distributiva.”
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