João Paulo lamenta aumento da concentração de renda no Brasil

Em 09/11/2021 - 20:13
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REFORMAS – “Super-ricos estão ainda mais ricos, enquanto outras pessoas lutam pela sobrevivência na base.” Foto: Roberto Soares

Ao repercutir o conteúdo do relatório de Riqueza Global de 2021, publicado anualmente pelo Banco Credit Suisse, o deputado João Paulo (PCdoB) lamentou que o 1% mais rico do Brasil tenha passado a concentrar metade da riqueza do País durante a crise sanitária da Covid-19. “Só ficamos atrás da Rússia, entre dez nações. Um ano antes, os brasileiros mais ricos detinham 46,9% das riquezas, percentual que subiu para 49,6%”, discursou na Reunião Plenária desta terça (9).

O comunista leu um trecho de uma reportagem sobre o assunto publicada pelo jornal Folha de São Paulo no dia 6 de novembro. De acordo com o texto, a saída da pandemia vai impor desafios ainda maiores que os anteriores para a redução da desigualdade. “No mundo, o que se discute é uma ampliação de serviços públicos essenciais. A nossa resposta deveria se dar por meio da reforma tributária, como parte do diagnóstico de que os super-ricos estão ainda mais ricos, enquanto outras pessoas estão lutando pela sobrevivência na base”, pontuou. 

“Vivemos em um cenário de desolação, agravado pelas pragas da pandemia e da gestão Bolsonaro. Nosso País tornou-se ainda mais desigual e injusto”, reforçou João Paulo. Para ele, o próximo presidente precisa “ter coragem para taxar as grandes fortunas do Brasil”. “O pior é que esses super endinheirados, com sobras para gastar até o final dos tempos, são uma minoria que influencia a política e cria um círculo vicioso que condena os mais pobres à pobreza eterna”, disse.

Segundo o deputado, sem rever essas questões, o Brasil estará “condenado à desigualdade e ao subdesenvolvimento”. “Se não fossem os movimentos sociais, as igrejas e as universidades, que atuam distribuindo alimentos, estaríamos em uma situação bem pior”, concluiu.