
PRESENÇA – Evento marcou o primeiro ano de criação do Instituto de Genética Forense e teve a presença do coordenador da Frente Parlamentar, deputado Delegado Erick Lessa. Foto: Roberto Soares
O 1º Seminário de Perícia Criminal em Genética Forense, promovido pela Polícia Científica do Estado, foi realizado, nesta sexta (9), na Assembleia Legislativa. O evento contou com a participação do coordenador da Frente Parlamentar de Segurança Pública da Casa, deputado Delegado Erick Lessa (PP). O encontro marcou o primeiro ano de criação do Instituto de Genética Forense Eduardo Campos. Desde 2012, já funcionava o Laboratório de Genética Forense, realizando testes de DNA em vestígios relacionados a investigações policiais. A partir do instituto, mais serviços, como a central de custódia de material biológico e um banco de perfis genéticos, foram criados.
Na abertura do evento, a gerente-geral de Polícia Científica, Sandra Santos, afirmou que o instituto é um dos mais modernos do País em termos de equipamentos, além de possuir o maior banco de dados e o maior efetivo do Brasil. Ela ainda destacou que Pernambuco é pioneiro em relação aos outros Estados por realizar a coleta de informações de condenados. “A genética forense revolucionou a investigação criminal no mundo porque é capaz de oferecer provas robustas e incontestáveis”, frisou.
O deputado Erick Lessa ressaltou que é preciso valorizar o papel da ciência aplicada à investigação criminal. Segundo o parlamentar, o instituto tem instrumentos que dão suporte às investigações, e a Polícia Civil do Estado é uma das que mais esclarece crimes no País, graças a esse equipamento. “A Frente Parlamentar tem valorizado esse tipo de política pública, até porque temos um assento no comitê gestor do Pacto pela Vida. Participar do encontro é entender melhor o funcionamento desse viés que é um dos pilares da investigação criminal”, salientou.

TRABALHO – Gerente-geral de Polícia Científica, Sandra Santos afirmou que instituto é um dos mais modernos do País. Foto: Roberto Soares
Lessa acrescentou que o colegiado também tem feito articulações buscando a interiorização das ações de segurança pública e, nesse sentido, anunciou que, recentemente, a Secretaria de Defesa Social implantou unidades desse tipo em Caruaru, Garanhuns e Arcoverde. “O banco forense é um equipamento que aguardamos há muito tempo, e podemos dizer que 99,9% da elucidação de determinados crimes decorre do trabalho da Polícia Científica”, pontuou.
A secretária estadual da Mulher, Sílvia Cordeiro, sublinhou que a implantação do instituto é um dos resultados do Pacto pela VIda. “Segurança é uma prioridade do Governo do Estado, e ela não pode ser conquistada atualmente sem o uso da tecnologia.” De acordo com o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, o governador Paulo Câmara não está medindo esforços para equipar as polícias. “A partir da adoção da genética forense, o trabalho investigativo ganhou um reforço, e o percentual de crimes esclarecidos passou de 30 para 53% em 2018 e, em 2019, esperamos chegar aos 60%.”
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