A meta da Secretaria de Defesa Social é que 60% dos casos de homicídio sejam solucionados pela Polícia Civil de Pernambuco em 2019. Os números foram citados durante o Primeiro Seminário de Perícia Criminal em Genética Forense, realizado na Assembleia Legislativa, nessa sexta. As tecnologias forenses utilizam a biologia molecular, como os exames de DNA, para resolver crimes. No evento, os participantes explicaram como é possível identificar ossadas e solucionar casos de estupro e homicídios por meio das informações genéticas da vítima ou do criminoso.
O deputado Delegado Erick Lessa, do PP, coordenador da Frente Parlamentar de Segurança Pública, disse que a experiência dele na Polícia Civil comprova a necessidade de provas desse tipo. “As investigações criminais – eu que sou delegado de polícia – dependem muito de perfis genéticos, de comparação balística, de instrumentos que dão suporte à investigação para o esclarecimento do caso e, muitas vezes, nós precisamos de exame de DNA.”
A genética forense tem sido fundamental na solução de casos de homicídios em Pernambuco. Em 2017, a taxa de resolução foi de 30%, índice que aumentou para 53% em 2018. O percentual é quase sete vezes maior que o da média nacional. Para que a taxa continue a crescer, o deputado Delegado Erick Lessa defende que os investimentos em tecnologia cheguem ao Interior. “A gente tem lutado muito para interiorizar as ações de Polícia Civil, de Polícia Militar, de Polícia Científica. Essa parceria, essa articulação tem estimulado, inclusive, a implementação desse tipo de unidades no Interior do estado. Recentemente, Garanhuns e Arcoverde receberam equipamentos dessa natureza.”
O Seminário contou com a presença de policiais civis e representantes do Governo do Estado, como o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, e a secretária da Mulher, Sílvia Cordeiro.
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