Impactos negativos de parques eólicos motivam debate da Comissão de Agricultura

Em 15/05/2019
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A Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa debateu, nessa quarta, os impactos negativos dos parques eólicos, que produzem energia limpa e renovável, nas comunidades do entorno destes empreendimentos. O encontro reuniu representantes de empresas instaladas no Estado, moradores de localidades afetadas pelos ruídos e ondas eletromagnéticas emitidas pelas torres de geração de energia eólica, além de membros do Governo do Estado e parlamentares.

Wilson Volpe, representante da Echoenergia, responsável pelas usinas eólicas de Caetés, no Agreste Central, informou que a empresa reconhece os impactos e busca minimizá-los. O agricultor Simão da Silva, morador de Caetés, afirmou que sofre com essas perturbações. “Eu espero que a partir dessa reunião de hoje, aqui na Assembleia, todas as colocações que foram feitas por parte do pessoal do governo, dos deputados e os demais, eu espero que a gente agora tenha um bom encaminhamento, que esses problemas realmente venha ser resolvido.”

Simão relatou que a comunidade sofre com problemas de audição, dores de cabeça, estresse e baixa produtividade na pecuária familiar. O presidente do Colegiado, deputado Doriel Barros, do PT, defendeu implantação de projetos inovadores em Pernambuco, mas com ressalvas. “Esses projetos não podem criar problemas à famílias que já estão localizadas nessas áreas. Então precisa ter todo um entendimento para que a gente consiga realmente fazer um desenvolvimento sustentável no estado.

Doriel Barros informou que o colegiado vai acompanhar as medidas mitigatórias nas regiões onde já há parques instalados e trabalhar em legislações que possam regular melhor os novos empreendimentos. O entendimento foi compartilhado pelos deputados Antônio Moraes, do PP, e Antonio Fernando, do PSC.

O diretor da Agência Estadual de Meio Ambiente – CPRH, Djalma Paes, anunciou que o Estado tem feito estudos para direcionar melhor os novos parques eólicos. Luiz Cardoso, da Secretaria Estadual de Infraestrutura, defendeu a necessidade de reduzir os impactos provocados pelos parques já implantados. O secretário estadual de Meio Ambiente, José Bertotti, sinalizou a possibilidade de implantação de um centro de pesquisa com foco na redução dos impactos sociais causados pelos empreendimentos. A ideia é que a iniciativa seja custeada pelo percentual que as concessionárias são obrigadas a investir em inovação.