Pensar com a cabeça do século XXI, investir em inovação e focar na qualidade dos alimentos foram algumas das diretrizes sugeridas pela economista e ex-secretária estadual da Fazenda,Tânia Bacelar, para desenvolver o meio rural de Pernambuco. Ela fez uma análise da conjuntura econômica do Brasil e do Estado a convite da Comissão de Agricultura, nessa quarta. O objetivo foi nortear as ações do Colegiado nos próximos anos.
A consultora destacou o cenário de profundas mudanças no espaço rural a partir do ano de 2000, fruto de políticas públicas como a interiorização da educação e a melhoria da renda. “A minha defesa foi que a gente vem de um momento de mudanças importantes, para melhor, na vida da população rural de Pernambuco. O desafio é muito grande, a gente não pode se acomodar, porque o mundo tá mudando, e portanto a gente tem que pensar fora da caixa. A mudança requer que a gente inove no jeito de produzir, no jeito de se comunicar, o jeito de trabalhar.”
Para a pesquisadora, a agricultura familiar assume um papel crucial como fonte de renda e ocupação de mão de obra. Embora o ritmo de recuperação da economia esteja mais rápido no Estado quando comparado à média nacional, a crise dos anos de 2015 e 2016 foi particularmente ruim para o mercado de trabalho. Tânia Bacelar também disse que a produção familiar será crucial para a segurança alimentar, preocupação que acredita estar na pauta mundial nos próximos anos. A economista defendeu investimentos em novas matrizes energéticas, a exemplo da eólica e da solar, e em assistência técnica.
Presidente da Comissão de Agricultura, o deputado Doriel Barros, do PT, disse que pretende promover outros eventos para discutir a conjuntura atual. “Eu penso que a Comissão de Agricultura tem um papel fundamental, que não é só de dar pareceres em relação a projetos mas ouvir a sociedade. Eu acredito que demos um pontapé importante com a palestra de uma grande especialista, Tânia Bacelar, que trouxe luz para o que nós vamos debater e discutir nas próximas reuniões dessa Comissão.”
Temas como produção de alimentos e energia renovável devem ser aprofundados em futuros debates.
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