O assassinato de sete pessoas na Escola Estadual Professor Raul Brasil, na cidade de Suzano, em São Paulo, repercutiu na Reunião Plenária dessa quarta. O deputado Lucas Ramos, do PSB, condenou a ação dos dois atiradores que invadiram o local armados e efetuaram os disparos contra alunos e funcionários da instituição. O parlamentar questionou a proposta de flexibilização do uso de armas no Brasil e se solidarizou com os familiares das vítimas. “Somos frontalmente contra, porque entendemos que não será colocando uma arma na casa e na cintura dos cidadãos brasileiros que teremos a paz que merecemos. Facilitar o acesso ao armamento colocará o país em um clima de medo permanente.” A pedido do deputado Álvaro Porto, do PTB, os parlamentares fizeram um minuto de silêncio pelas vítimas da chacina de Suzano.
A deputada Delegada Gleide Ângelo, do PSB, defendeu o combate ao feminicídio, crime de ódio caracterizado pelo assassinato de mulheres por questões de gênero. A parlamentar lembrou a morte de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, assassinada em 14 de março do ano passado. “Marielle morreu porque ela era mulher, ela era negra e ela defendia minorias. E digo mais: a morte de Marielle, o assassinato de Marielle, é um atentado à democracia do nosso país.” A deputada Jô Cavalcanti, do coletivo Juntas, do PSOL, cobrou a identificação dos mandantes do crime e protestou contra o assassinato. “Mataram Marielle para tentar calar a voz das mulheres, especialmente nós, mulheres negras. Mas isso, eu quero dizer a todos os presentes, que não vão nos calar. Estamos bem vivas e dando continuidade não só à luta de Marielle mas também à luta de todas as mulheres que vieram antes de nós.”
A parlamentar ainda cobrou soluções para a situação dos moradores do Edifício Holiday, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A Justiça determinou a desocupação do prédio onde moram cerca de três mil pessoas, afirmando que correm risco de morrer devido à possibilidade de incêndio no local. Jô Cavalcanti cobrou políticas habitacionais para os moradores. O líder da Oposição, deputado Marco Aurélio Meu Amigo, do PRTB, fez um apelo à Prefeitura do Recife e ao Governo do Estado para que busquem uma solução para o caso. O líder governista na Alepe, Isaltino Nascimento, do PSB, declarou que o impasse do Edifício Holiday é com a Celpe, uma empresa privada que não tem ligação com o Poder Executivo.
A paralisação dos servidores da Adagro, Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco, foi abordada pelo deputado Antonio Coelho, do Democratas. Ele se solidarizou com os trabalhadores, que estão sem reajuste salarial desde 2014, e demonstrou preocupação com uma eventual greve que possa trazer prejuízos para o setor agropecuário.
A instalação da fábrica da Camil no Complexo Portuário de Suape, na Região Metropolitana do Recife, foi destaque no discurso de Simone Santana, do PSB. A parlamentar comemorou a retomada da economia e a inauguração da nova unidade, que recebeu 22 milhões de reais em investimentos para a indústria de beneficiamento de arroz, feijão e açúcar.
Priscila Krause, do Democratas, fez apelo à Controladoria Geral do Estado, para que o Portal da Transparência restabeleça o detalhamento sobre a arrecadação tributária. Segundo a parlamentar, as informações são necessárias para o acompanhamento e diagnóstico da receita do Estado.
A progressão na carreira dos delegados da Polícia Civil de Pernambuco levou à tribuna o deputado Antônio Moraes, do PP. Ele pediu que seja elaborado projeto de lei para diminuir, de três para dois anos, o tempo do estágio probatório da categoria. O objetivo é impedir que os profissionais abandonem os postos de trabalho em razão dos salários iniciais.
Clovis Paiva, do PP, apresentou reivindicações nas áreas de educação e saúde para a Mata Sul. Ele relatou visitas realizadas a escolas estaduais do município de Ribeirão, e pediu a reforma e estruturação das instituições. Ele ainda fez um apelo ao Governo do Estado pela reabertura do Hospital Geral do município.
COMO CHEGAR