
DENÚNCIA – Parlamentar anunciou ter apresentado representação contra Gilmar Rodrigues junto à Corregedoria da Polícia Civil. Foto: Roberto Soares
Declarações ofensivas de um delegado da Polícia Civil contra colegas que se recusam a abrir delegacias à noite foram criticadas pelo deputado Edilson Silva (PSOL) em pronunciamento nesta segunda (10). O parlamentar, que apresentou representação junto à Corregedoria da instituição, relatou que o chefe da Delegacia Seccional de Olinda, Gilmar Rodrigues, teria chamado os agentes de “vagabundos” e cometido outras injúrias, usando as redes sociais.
“Não podemos deixar que a discussão recaia sobre os lados mais fracos, que são a população, que precisa de atendimento, e os policiais civis, obrigados a trabalhar sem condições de segurança”, afirmou Edilson. “Esses guardas ficam sozinhos nas delegacias à noite com as armas e drogas apreendidas. Se sentem acuados e, por isso, trabalham com luzes apagadas e portas fechadas.”
O psolista pontuou, ainda, que a representação contra o delegado foi colocada “não com o objetivo de punir, mas de educar”. “Há normativas internas da Polícia Civil que exigem urbanidade nas manifestações dos servidores nas redes sociais, e as declarações do delegado foram extremamente desrespeitosas”, avaliou o parlamentar.
Ele explicou que as ofensas ocorreram após o governador Paulo Câmara garantir que as delegacias fazem atendimento 24 horas em Pernambuco. “Algumas pessoas ligadas ao Sindicato de Policiais Civis (Sinpol-PE) verificaram que algumas unidades não estavam abertas. É algo que precisamos averiguar, considerando que essa obrigatoriedade não vale para todas as repartições”, comentou Edilson, que também pedirá à Secretaria de Defesa Social esclarecimentos sobre os horários.

PESAR – A pedido do deputado, o Plenário fez um minuto de silêncio em homenagem à jornalista Graça Araújo. Foto: Roberto Soares
Homenagem – A pedido do deputado, o Plenário fez um minuto de silêncio em homenagem à jornalista Graça Araújo, falecida no último sábado (8). “Fica o respeito do nosso mandato e de nossa militância em memória dela, que prestou relevantes serviços à imprensa pernambucana e à democracia”, declarou Edilson. Para ele, “o papel de destaque que Graça Araújo tinha como mulher e negra era de grande importância para o debate sobre representatividade no espaço midiático”.
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