
EMISSORA – “Desejamos que legado da Rádio Cultura do Nordeste fique vivo por muitos anos”, declarou Laura Gomes. Foto: Sabrina Nóbrega
O Grande Expediente Especial desta quarta (29) comemorou os 60 anos da Rádio Cultura do Nordeste, bem como o legado do diretor da emissora, Onildo Almeida. Além de comandar o veículo há 58 anos, ele também é autor de mais de 500 músicas, entre as quais clássicos como A Feira de Caruaru e A Hora do Adeus, consagradas por Luiz Gonzaga. A homenagem foi solicitada pela deputada Laura Gomes (PSB).
“Ao longo de seis décadas, a rádio se tornou uma referência na promoção das festas populares de Caruaru, além de ocupar um papel importante no jornalismo radiofônico e na função de formar locutores, técnicos e artistas que se tornaram destaque no setor em Pernambuco”, registrou a parlamentar. “Desejamos que esse legado fique vivo por muitos e muitos anos.”
A Rádio Cultura do Nordeste foi fundada por um grupo de empresários caruaruenses no dia 31 de agosto de 1958, sendo assumida, dois anos depois, pelos irmão José e Onildo Almeida. “Onildo é bem mais que um empresário, é um patrimônio vivo de Caruaru, que, em seus 90 anos de vida, teve a felicidade de fazer o hino não-oficial da cidade e as músicas oficiais dos 100 anos e dos 150 anos do município”, lembrou o deputado Tony Gel (MDB).
Ao discursar, Almeida disse se considerar honrado com a homenagens e com as gravações das composições dele. “É a perpetuação de um trabalho, do autor do trabalho e dessas músicas que, realmente, divulgaram muito a minha cidade”, declarou. O compositor também relembrou encontros com artistas como Caetano Veloso, Luiz Gonzaga e Marinês, assim como a trajetória do maior sucesso dele, A Feira de Caruaru, composta em 1957.
“Na época, nenhum cantor queria cantar baião, que ainda era algo novo. Decidi eu mesmo fazer uma gravação, que fez muito sucesso”, contou. “Depois mostrei a música para Luiz Gonzaga, que me disse: ‘Como é que você tem um negócio desses e não me mostra?’. Daí ele gravou também, e o sucesso foi ainda maior”, lembrou Almeida.
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