Com cerca de 10 milhões de clientes ativos na base das operadoras de telefonia móvel, Pernambuco tem mais linhas de celular que habitantes. Mas os dados não mostram a realidade de quem mora em regiões afastadas dos grandes centros e que, por isso, não têm acesso à telefonia móvel ou à internet.
A política de fiscalização desses serviços no estado foi o tema de uma audiência pública promovida pela Comissão de Negócios Municipais, nessa segunda. O gerente regional da Agência Nacional de Telecomunicações, Sérgio Cavendish, afirmou que o órgão atua dentro dos parâmetros regulatórios e não pode obrigar as operadoras a garantir cobertura em 100% do território nacional.
Ele afirmou que a Anatel busca equilibrar os interesses de todos os envolvidos no processo. Para Cavendish, a Alepe possui papel importante na melhoria da cobertura dos serviços de telecomunicações no Interior de Pernambuco. “E o que precisamos é cooperar, uma cooperação entre agentes públicos, representantes da sociedade, representantes do setor produtivo e representantes das prestadoras para que a gente possa viabilizar esse atendimento e essa expansão no serviço de telecomunicações para a sociedade.”
Autora do requerimento da audiência pública, a deputada Socorro Pimentel, do PSL, propôs uma nova reunião com representantes da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. A deputada quer conhecer os desdobramentos do programa Conexão Cidadã, lançado em 2013 e que pretendia levar os serviços de telefonia e internet 3G para mais de um milhão e meio de pessoas residentes em 125 vilas e povoados do Interior do estado. Também participaram do encontro os deputados Bispo Ossesio Silva, do PRB, Rodrigo Novaes, do PSD, João Eudes, do PDT, Antônio Moraes, do PSDB, Odacy Amorim, do PT, e Zé Maurício, do PP.
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